Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2005

Insurgimento

Vou acabar por te perder…porque já te tive!!!

As palavras que não surgem tornam-me mais egoísta do que sou habitualmente, a duvida do que sentes agora assustam-me e levam-me a querer esgueirar-me, a impotência de não estar presente revelam-se numa atitude agressiva e a noção que estas coisas nunca passariam pela tua cabeça numa ocasião destas só mostram o quanto és melhor que eu, indubitavelmente muito melhor que eu…
Sei que há momentos em que sentimos faltarem as palavras para explicar o que nos vai na alma e nem por um minuto duvido que este seja um desses momentos, o problema é que a minha eterna insatisfação têm momentos de descontrole total e levam-me a uma agitação desvairada que me tolda o raciocínio.
Por muito que queira perceber, amparar, estar ao lado incondicionalmente, chegou uma altura em que só me apetece desistir, mandar a toalha para o chão e dizer que não sei fazer isto, que me estou a consumir, que me sinto posta de lado, que não sou perfeita, que não sei viver numa desconfortável sensação de imposição.
Por muito que não ache correcto e justo esta vontade incontrolável de cobrar mais, em certas alturas o animo desaba e o esforço revela-se tarefa inglória, a frustração aumenta e subitamente indigno-me com a falta de atenção, com o nítido alheamento, com a alma impenetrável que se me depara.
Por algum motivo que teimo em ignorar existe algo que me empurra para fora e que em alguns momentos de clarividência me indicam que está na altura de começar a desbotar o sonho, até conseguir fechar os olhos e ser tudo tão ténue que só me faça sorrir ligeiramente, tão frágil que não permite este aperto no peito, tão inconsistente que não me disseque o coração…

Já te tive…acabei por te perder!!!


Inventado por alexiaa às 19:31
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De Anónimo a 28 de Dezembro de 2005 às 12:18
Diz o povo com alguma razão que "quem não se sente não é filho de boa gente" e, com efeito, assim é. Não é o sentir que faz de nós más pessoas, mesmo quando o que sentimos parece ser pouco nobre, mas sim a forma como nos comportamos perante o que sentimos... se quiseres desenvolvo este assunto mais tarde. Abriria, se a formatação dos comentários permitisse, um outro parágrafo onde te digo que se sentes chegado o momento de desistir, desiste. Porque desistir nem sempre é próprio dos fracos, por vezes pode até ser característica dos fortes ou pelo menos dos inteligentes, que entendem ter chegado ao fim da linha e por isso não valer a pena aplicar mais energias em assuntos infrutíferos, canalizando-as para outros bem mais meritórios. É preciso clareza de espírito para viver esse equilíbrio do “até onde devo ir; onde devo parar” e assim a desistência deixa de ser o resultado da fraqueza e passa a ser um meio para recomeçar outra caminhada, procurar outra rota, descobrir outro objectivo. O que quer que escolhas fazer, estou por aqui. Um beijinho da Planície de Além Tejo ;)daPlanície
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(mailto:planicie@sapo.pt)


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