Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2005

Sintética

Começo este texto elucidando algumas mentes que me parecem de alguma forma um pouco baralhadas.
Não sou feminista. Jamais teria paciência para tarefas que considero à partida próprias do sexo masculino e nas quais as minhas unhas impecavelmente arranjadas correriam o sério risco de partirem. No prolongamento da expressão utilizada está ainda a palavra inferiorizada…bem, aqui a coisa já não é tão restringente e optando por não aprofundar o tema fico-me por uma simples substituição trocando o inferiorizada por “há dias que me apetece ser subalterna e outros que…nem por isso”.
Porque hoje acordei poderosa na capacidade de sintetizar, e para que não “gramem” com a minha instável vontade de ser chateada, digo somente que esta calamidade deleitosa:) que é a minha escrita não pretende desaparecer brevemente, podendo assim os menos afortunados que eu no Q.I contar sempre com a minha ajuda na elevação da tão procurada auto estima.
Concluo (de concluir e não de conluio) a primeira parte deste “post” com um agradecimento especial a todos aqueles que reconsideram decisões, acho que leviandade na dose certa é salutar e intransigência nas resoluções é cansativo e…estraga a pele.

Segunda parte do “post” ( acho a expressão ternurenta, vá-se lá saber porquê) :

Serei eu uma mulher com fé? Sei que esta entrada parece um pouco bruta mas ao ler alguns comentários ao texto anterior e talvez atacada pelo tal poder da síntese, achei que no fundo é tudo uma questão de fé. Se por um lado a ideia me causa impaciência por de alguma maneira achar que ter fé é uma forma de resignação para a qual jamais hei-de estar preparada, por outro lado é nessa mesma ideia que por vezes encontro a tal serenidade que me leva a sorrir calmamente e pensar que resignação não é falta de vontade de mudar as coisas, mas sim aceitar que realmente nem tudo está nas nossa mãos.
Se tenho dias de indignação em que pensar em desistir entedia-me brutalmente e me faz achar que dessa forma tudo parece insonso, invade-me também noutros momentos uma vontade incrível de disciplinar as energias e direcciona-las para algo onde me sinta verdadeiramente equilibrada.
Quando desperto inconformada, agitada e até revoltada significa isso que não tenho fé? Ou será que falta de fé é os dias em que conscientemente aceito uma realidade consentindo paz ao meu coração?!!
Não sei ainda e provavelmente nunca saberei o tal” até onde devo ir, onde devo parar”, mas sei que no dia de hoje estou serena(mente) esperançosa…
Apesar de estar consciente que neste caso o domínio da síntese não me parece particularmente adequado, o certo é que também me parece coerente a ideia de que desenvolver certos temas em demasia só servem para me baralhar. Deixo assim e porque até gosto que me chateiem, o desenvolvimento desta fraca ideia para mentes mais inquietas que a minha, esperando que brote mais um intercambio sereno e ponderado de palavras que possivelmente despoletará mais uma enxurrada de palavras minhas altamente catastróficas.


Inventado por alexiaa às 14:28
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De Anónimo a 31 de Dezembro de 2005 às 16:10
Não tendo tido qualquer intenção de irritar ninguém, muito menos de criar mau ambiente, faço um pedido de desculpa pelos comentários menos correctos que fiz. Bom ano de 2006 para todos.Tá Difícil
</a>
(mailto:taaimpossivel@yahoo.com)


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