Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2006

Ainda

Afinal nada foi como disseste que seria…

É engraçada as voltas que a vida dá, as mudanças que surgem aparentemente do nada.
Quando ás vezes estamos confortáveis numa forma de viver, relaxadas numa paz dúbia, eis que de repente a turbulência não pede licença e obriga-nos a questionar anos de atitudes, anos de certezas.
E surge a novidade, o desafio desconcertante de percebermos que afinal queremos ser únicas na vida duma pessoa, que ela seja a única na nossa vida. De repente a noção de que estamos a perder o controle é irresistível, a percepção de que está ali algo que definitivamente nos vai fazer perder a cabeça e ignorar preconceitos e ideias préconcebidas é assustadoramente perturbador mas também deliciosamente invencível.
Ultrapassada a fase do susto chega o momento em que nos abandonamos ao evidente e só pensamos em usufruir de algo nunca antes sentido. Num instante de insanidade lúcida tudo parece fazer sentido, tudo encaixa num pensar que de tão rebuscado se torna dócil e fácil de entender.
Não sei se corre sempre bem, não faço ideia se há finais felizes, não discirno qual a fase mais compensadora para vivermos venturosamente mas uma certeza ninguém me “rouba”, os tempos que se vive em apoteótica renuncia marcarão para sempre o resto da vida, seja ela tranquila e racional ou apaixonada com o concretizar dum amor que inesperadamente aparece.

Afinal ainda nada foi como disseste que seria…


Inventado por alexiaa às 16:44
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De Anónimo a 12 de Janeiro de 2006 às 18:52
A vida é assim mesma, cheia de complicadores que alteram toda e qualquer teoria de auto-convivência. Por isso, espero que tenhas encontrado o título deste texto depois de o teres escrito.Pagan
(http://paganheart.blogs.sapo.pt)
(mailto:henriquemoreira1@hotmail.com)


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