Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Tenho pena de não ter memórias da tua devoção!

 

Lembro-me dum olhar em particular. Não porque achasse os teus olhos nada de especial mas muitas vezes sei que foram eles que me “cegaram” nos momentos mais físicos.
Nesse dia tínhamos uma distância razoável a separar-nos e estavas tranquilo, tão tranquilo que parecias querer dizer que não querias estar mais longe de mim, que não falharíamos desta vez e que me permitias “mergulhar” nas profundezas da tua intimidade sempre tão inacessível.
Recordo-me duma fraqueza, uma mensagem inesperada e desconcertante em que por alguma razão confessaste dor aguda devido à saudade. Senti-te vulnerável, tão vulnerável que parecias ter tomado consciência que pela primeira vez na tua vida o pôr do sol seria para sempre apreciado a meu lado e o amanhecer entrelaçado nos meus braços.
Não há como esquecer a musica que te surpreendeu. Porque nunca tinhas sentido aquela sonoridade a meio da sensualidade, porque consentiste os meus movimentos gananciosos, o meu pedido em tom suplicante, o meu querer sincero que te fez perder as reservas e aquecer o teu coração sempre tão distante do meu.
Ficam gravadas as loucuras incontáveis, o teu sossego na minha cama, as reconciliações carnais , as despedidas difíceis, os dias em que inesperadamente me pedias para não desistir e em que transportavas para o meu olhar uma certeza que eu estaria sempre…aqui!
(Perdi o rasto ás coisas que me inquietavam, esborratei as palavras secas e escondi para sempre as vezes que me senti sozinha).
Ainda sorrio sempre que te oiço dizer ingenuamente o quanto amas o meu amor por ti. Como se isso fosse natural, surpreendido com a minha indignação pacifica, chocado com a hipótese de existir outra forma de demonstrar fé no futuro!
Resta aquilo que só tu sabes!
Sobra aquilo que tu não sabes…fazer!
 
 
música: creep, os mesmos da outra:)

Inventado por alexiaa às 13:32
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De Su a 25 de Fevereiro de 2009 às 20:28
Sabes, vou-te admitir publicamente que uma das coisas que gosto em ti é essa crueza que tens de olhar o sofrimento, de encara-lo como quem o quer dissecar até á ultima gota, uma espécie de revolta contra algo que se instalou, sem pedir licença, cá dentro, lá no fundo....

Eu, que nunca tive um amor calmo, tranquilo, pacifico, o amor para mim sempre foi isto, uma espécie de guerra, entre a existência e o conteúdo, entre o ser e não ser,..., vem sempre com uma espécie de dor que nos deixa pregadas ás paredes, ao chão, será este amor menos amor, será isto amor... afinal o que é o amor? Pq amamos esta e nao aquela pessoa, o que nos aproxima, o que nos faz isto... deuses, os deuses devem estar á mesa a rirem-se de nós, que de tão tansos passamos a vida nisto, a amar feito doidas, sim é isso, acho que és doida, e eu tb, sim eu sou doida.

Conclusão, gostas de certeza da minha caipirinha, eu não vivo sem limão!

Querida, esquece, ando assim, nada a declarar, o amor é fodido e pronto.


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