Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

Sem terceiras intenções:)

Recentemente perguntaram-me sem grande interesse na minha resposta por a acharem evidente, se não era bom mergulhar sem medo de morrer.
Assim que a pergunta foi disparada não evitei “musicalizar” a ideia com um tema da Mafalda Veiga por quem sempre nutri uma verdadeira embirração só justificável com o tom monocórdico com que entoa letras genuinamente bonitas!
De facto é estonteante a sensação de vertigem que me assola sempre que considero avançar para certas situações sem temor das consequências, sem a precaução própria de quem um dia já esteve lá.
Recentemente tenho-me deparado com varias situações de verdadeiro abismo e não tenho como negar um frenesi diabólico que me põe o sangue a fervilhar de maneira absolutamente desconcertante e que me incita a análises à partida desnecessárias de tão previsível que sou!
Busco e rebusco empecilhos para a espontaneidade, ardilosamente transformo um simples querer apaixonado numa carência banal e diminuta, desconfiada caminho para o desconhecido e acabo por castrar uma entrega que se quer inteira e genuína, desinteressada e desprotegida das tais mágoas que fala a canção!
No entanto acredito!
Seguir o desejo impulsivamente é uma tentação deveras excitante, escarrapachar ao outro uma vontade louca de estar junto sem recear fragilidades faz-me sentir viva, bradar cheia de garra que quero conquistar acelera-me as batidas cardíacas e dá-me a certeza que desta forma não há como falhar!
No entanto retraio-me!
Antecipar um gesto de rejeição é assustador, supor do nada uma resposta negativa ajuda a prevenir semanas e semanas de tristeza, silenciar recatadamente palavras audazes e sedutoras dá-me uma sensação falsa de segurança!
Ai…mas eu sou mesmo uma taralhouca…e no meio de tantas dúvidas não admito falhar, não me permito adormecer sentidos inatamente fervorosos, deixo sempre emergir a audácia que é crer sem defesas…não tendo medo de naufragar!!
 
Este texto é para ti!
Para ti...porque me fizeste a pergunta sem perguntar!
Para ti que soubeste de forma inesperada traduzir(me), que me permitiste ouvir-te…calado!
Pelos silêncios partilhados, pela recente conversa, pela “desdunez” improvisada…
Um beijo especial!
 
música: Se não tiveres som...escuta este silêncio:)

Inventado por alexiaa às 17:52
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11 comentários:
De Su a 31 de Agosto de 2007 às 12:00
!!meu (como diz a minha filha), tens mesmo razão! nunca me tinha apercebido o q me irrita na M.V., acho q é isso mesmo, isso e aquele ar de bem estar tranquilo, meio e continuo, (sempre igual quero eu dizer) q a rapariga apresenta, s me fosse comparar acho q sou definitivamente mais Shakira uma porra louca á solta, ou entao uma Angelina J. com aquele ar meio alucinado de quem te da uma dentada á primeira facada ahah... MAS! estas férias comprei o Cd dela com o outro menino bonito q agora n ma lembra o nome, pois muito bom por sinal... mas aquelas letras, bolas dao cabe d mim, ddaaaaaaaa, como sou taralhoca!

Qt ao tema profundo do texto, bem sem querer interromper, acho q o bom dos trinta é isso mesmo, sentirmo-nos mais fortes, nem q seja por instantes, mergulhar-mos só pelo prazer da adrenalina, depois venha o q vier c´est la vie!
:)
BEIJO!


De alexiaa a 31 de Agosto de 2007 às 22:05
João Pedro Pais:)
Tenho um amigo que detesta o rapaz e muitas vezes conversavamos sobre isso retaliando eu com a MV. Curioso o dueto, tem para nos os dois uma graça muito especial:).

Quanto ao tema profundo do texto...oh, não o sinto como profundo, só penso em certas coisas qd me alertam para elas, isto é que é o bom dos quase 40:)))

Beijo mulher furacão:)))


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