Sábado, 19 de Maio de 2007

Actualmente…um estojo repleto de borrachas!

Sexta-feira! Não esta…uma que passou!
Sentada no salão a tratar das mãozinhas delicadas…preparando-me para zarpar daqui para fora assim que entregasse as deliciosas criancinhas ao pai!
Toca o telemóvel. Merda, este número é familiar…
- Estou sim?! É a mãe do João Francisco?
( Tá tudo fodido)
- Exactamente!
 
 
 E lá fui eu de escantilhão …O anjinho tinha uma borracha enfiada no ouvido tão delicado como as minhas mãozinhas e a enfermeira após efectuar as diligências apropriadas desistiu de a tentar extrair!
Ok...antes de dramatizar e caminhar para o hospital estava na hora de passar nos bombeiros mais perto, a esperança duma resolução rápida ainda girava pela minha mente e o ar dele pacífico e indiferente repercutia-se na minha atitude tranquila.
Escusado será dizer que não houve empenho suficiente do bombeiro de serviço que conseguisse arrancar a maldita borrachinha e os gritinhos do inocente juntamente com o meu fim-de-semana em perigo começaram a agitar-me ligeiramente.
Seguiu-se a inevitável caminhada até ao Hospital. Fizemo-la em silêncio. Ás vezes olhava-o de soslaio dividida entre a preocupação e a vontade de o “espancar” e ele retribuía com expressões “Kalimerescas” (De Kalimero) inteligentes e contidas!
Os procedimentos decorreram com normalidade e dentro dum tempo razoável. O menino de ouro é finalmente encaminhado para a especialidade competente e começa então uma “novela” para a qual ninguém estava preparado.
Não há equipamento que lhe tire a maldita borracha. Ele rebela-se e solta injúrias de fazer corar as pedras de calçada. A médica esforça-se para o acalmar sem resultado e após vários métodos inúteis a sentença é a de bloco operatório na segunda-feira!
Entre recomendações para o fim-de-semana e receita de antibiótico surge outro médico curioso com o falhanço das tentativas e eis que depois de alguns segundos de conversa se dirige a mim para uma pergunta de rotina e me reconhece.
Não vou esquecer o seu ar de espanto. A expressão “ Que raio se passa com os orifícios auditivos desta família?!” era clara nos olhos dele, tinha sido o médico que aqui há tempos me tirou um brinco que inexplicavelmente se enfiou no meu ouvido!
Nesta altura pensei que já nada podia piorar. Marquei a intervenção o mais rápido possível e ligeiramente pirei-me dali para fora.
Já na rua faltava-me uma peça no puzzle.
- João, não voltes a distrair-te desta forma, é perigoso e atrasa-me os planos!
- Mãe, eu não me distrai. Só tinha aquela borracha, já estava pequena e quis guardá-la para não a perder!
 
música: Depois disto...só o Vendetta:)

Inventado por alexiaa às 15:35
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De B a 19 de Maio de 2007 às 20:11
Eu não digo que as crianças têm respostas para tudo... para quê perguntar aos sábios? Perguntem às crianças que elas dizem.
Tal mãe tal filho lol, mania de esconderem as coisas nos ouvidos lol. Beijo e bom fim de semana.


De alexiaa a 21 de Maio de 2007 às 15:46
Olha...o meu brinco saiu com facilidade:))), mas a minha justificação era muito menos plausivel que a dele:).

Bjo


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