Quinta-feira, 7 de Setembro de 2006

Ai…que desperdício este desfecho!

 

Devia ter-te beijado de forma mais excessiva, olhar-te nos olhos de forma ávida naqueles breves instantes que antecedem o encontro, em câmara lenta no início, com muito carinho lá para o meio, indefinidamente no fim…
 
Tinha a obrigação de te ter escutado sem comedimentos, encostar o meu ouvido na tua boca naqueles momentos que ansiavas por me confessar o tormento da saudade, com curiosidade no começo, com ternura durante, para sempre quando te silenciasses…
 
Arrependo-me de não te ter encontrado mais vezes, vislumbrar-te distintamente por antecipação, achegar-me ansiosamente ao princípio, comovida enquanto, permanentemente no abraço do embate…
 
Quem me dera ter adormecido contigo todas as noites, tocar-te e vasculhar-te em preparativos deliciosamente mornos, insaciável logo ali, exausta a seguir, num sono final que não termina na banal manha seguinte…
 
A sensação é dúbia, consumi-te sem limites e no entanto não me sinto esgotada!
 

 

 


Inventado por alexiaa às 22:31
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De sou-eu-mesmo a 8 de Setembro de 2006 às 02:24
Apeteceu-me "exceder"...desta forma

Palavras perdidas...
Palavras que escondem as mágoas são como mentiras piedosas dirigidas a quem as pronuncia. São gatos escondidos com o rabo de fora, ocultam a alma que chora por dentro, como um lamento em surdina que ninguém pode ouvir..e ninguém quer, afinal. Tristezas dos outros não passam de estorvos à felicidade instantânea que se bebe da alienação. A sede de solidão, isolamento, e as repercussões inevitáveis na sensibilidade que parece não fazer falta quando apenas o próprio está em causa.

Palavras ignoradas...
Palavras que se fecham em copas no naipe das espadas que trespassam o coração de quem as proferiu. Transformam-se em lacraus, cercados pelo fogo das verdades que queremos esconder. Rabo de fora, na ponta um ferrão venenoso que num acto de traição inocula um antídoto poderoso contra os benefícios da lucidez. Tombamos de vez nas garras do desconsolo, incapazes de despertar. O resto da vida para gozar, oferecida de bandeja com todas as iguarias de que a felicidade genuína se faz.

Palavras sorridentes...
Palhaços pobres, para quem nos ferir, gestos nobres desperdiçados, laços dourados nas prendas para a ingratidão. Mentiras piedosas, fachada, a revolta abafada em nome da ilusão. Até se impor a razão, por linhas tortas, escrita nas palavras mortas para a esperança no milagre sempre adiado. Cravadas no peito de quem faz de conta enquanto pode que melhores dias virão.

Palavras de fel...
Aguçadas, para escarafunchar as feridas. Das mágoas lambidas sem medo da dor.

Palavras esquecidas...
Falam de amor.

De quem te sabe de cor...só-eu-mesmo!


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