Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2005

Incerteza(s)

Vou conseguir…a maior parte do tempo as coisas correm calmamente, como uma onda de paz que me assola e impede as dúvidas e as incertezas.
Não consigo…o restante é tristeza, saudade, frio, desalento e uma espécie de insubmissão pela ausência.
Não consigo…estás tão perto que nunca poderás partir, encaixado na minha alma sem dó nem piedade, entranhado na minha mente.
Vou conseguir…fecho os olhos e é assim que aconteceu, ambos esquecemos o que podia ter sido, ambos finalmente descansamos.
Acordo ansiosa, deambulo pelo dia conformada, adormeço zangada, sonho cansada…!!!
Desperto intensa, vagueio sucessivamente resignada, cedo ao sono revoltada, sonho contigo… extenuada…
Mantenho-me assim, entre a esperança de conseguir perceber…e a angustia cortante de não querer esquecer…
Insurjo-me assim, entre a massacrante duvida…e a presente certeza!!!
E agora?

Poderia agora explicar que considero a incerteza uma merda, que apetece-me neste segundo abrir a goela e reivindicar uma explicação, uma certeza, uma prova, um reiterar de tudo o que considerei irrefutável num momento de deliciosa cegueira.
Para variar e como muito acontece na minha vida não estou para ai virada, opto pelo aparente cansaço e isto fica a meio…afinal, é no meio que está a virtude…a nossa virtude, o limbo onde me sinto confortável porque me divido entre ontem e amanha!!!
E estranhamente não consigo terminar este texto, porque sinto constantemente necessidade de invadir alguém com o que transborda…espalhar por ai o quanto estou confusa e desconcertada, mendigar um porquê plausível…acatar que há coisas que são assim, porque são!!!


Inventado por alexiaa às 18:24
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4 comentários:
De Anónimo a 22 de Dezembro de 2005 às 18:43
De facto as incertezas são uma merda! E se não conseguimos tirar-lhes o "in" ou aprender a lidar com elas, tal qual como são, o resultado é certamente amargo... mas olhe que nem sempre a saída está em disparar em todas as direcções. Felicidades. Não torno a incomodar.Tá Difícil
</a>
(mailto:taaimpossivel@yahoo.com)


De Anónimo a 22 de Dezembro de 2005 às 11:07
nunca devemos morrer na margem...
por isso as diambulações são preciosas.
um beijoimensa
(http://imensa.blogspot.com)
(mailto:filintam@gmail.com)


De Anónimo a 21 de Dezembro de 2005 às 22:43
Por mais que se deambule, por mais que se reivindique...por mais que se acate, nada é porque é, e tudo "é", porque se faz acontecer...! E acontece, porque somos inconformados ao ponto de não "acatar"!
</a>
(mailto:)


De Su a 26 de Julho de 2006 às 21:36
dás cabe de mim... não é pelo q escreves, mas acho q é pelo modo como escreves... pareces um eco de mim! puts... quem és tu mesmo? isto não é normal!!donde raio saíste tu mulher?


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