Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2006

Fora de prazo!

Hoje está complicado andar por cá.
Qual é a altura em que as pessoas se devem realmente começar a preocupar umas com as outras?
Politicamente correcto era isto ser uma constante mas o que acontece na realidade é que estamos sempre à espera de ver o amigo ou conhecido com um problema sério para nos dignarmos a dizer pelo menos uma palavra.
Este agir meio mórbido que temos só o percebemos se por um motivo qualquer sentimos que estamos no limite, que estamos a perder a ligação a tudo o que é imprescindível que consideremos importante! Aqui alguém tem impreterivelmente que se preocupar, saber “ler” os nossos olhos, aplicar a morbidez na altura certa e sem grandes preâmbulos…agir!
Esta é a realidade, sentamo-nos descansados na cadeira do nosso mundo e só de lá levantamos o rabo quando o estrondo na sala ao lado é ruidoso o suficiente para o ouvirmos.
Hoje esta assoalhada está estrondosa.
E voltamos ao facto da altura certa para os outros se preocuparem ter um prazo. Quando agir? Será que levantar da cadeira quando o barulho é ensurdecedor é chegar a tempo, é estar dentro do prazo? Não será possível estarmos sentados na dita cadeirita e de vez em quando ouvir sons mais baixos?
São muitas perguntas, hoje está aqui um barulho ensurdecedor.
Hoje não levantem os rabos da cadeira porque…passou o prazo!!!


Inventado por alexiaa às 19:20
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5 comentários:
De Anónimo a 7 de Janeiro de 2006 às 10:16
prazo...nascemos com ele?gostomuitissimodeti
(http://gostomuitissimodeti.blogspot.com)
(mailto:)


De Anónimo a 7 de Janeiro de 2006 às 10:15
o prazo só passa quando queremos e deixamos...
que o prazo nunca te prenda!imensa
(http://imensa.blogspot.com)
(mailto:)


De Anónimo a 3 de Janeiro de 2006 às 16:24
com que entao conversa de gajo que interess a gajas, que bonito elogio... vou tentar manter-me fresquinho e dentro do prazo para cá voltar mais vezes... ora entao um grande bem haja e um magnífico ano de 2006 e já agora para o blog...Insolente
(http://oprazerdainsolencia.blogs.sapo.pt)
(mailto:aaa@aaa.aaa)


De Anónimo a 3 de Janeiro de 2006 às 16:22
Teste para cinismo: quantas vezes fiz algo para ajudar "o próximo", de forma despaixonada?
a) nunca
b) no Verão de 84 quando ajudei uma velhinha a passar a passadeira
c) todos os anos dou donativos para abater ao IRS

se respondeu a), parabéns e bem vindo ao clube do resto do Mundo.

A Natureza competitiva do Homem abriga-nos a encarar a vida como uma corrida eterna ao armamento contra todos os outros: se os outros estão píor que nós, tanto melhor, pois estamos mais bem posicionados que eles. Aceitemo-nos como somos e tenhamos o designio de melhorar permanentemente.

Até porque ajudar os outros liberta endomorfinas que nos fazem sentir sobre a a nossa própria abnegação.

MRAMiguel Antunes
</a>
(mailto:miguel.ribeiro.antunes@hotmail.com)


De Anónimo a 2 de Janeiro de 2006 às 20:12
Gostei particularmente da frontalidade com que disses-te várias vezes "agir". Mas sabes, esta sociedade de hoje, no meu entender a mais urbana, é muito despegada dos sentimentos e muito menos dos do vizinho do lado. O problema é que depois com o dito "estrondo" vão ver o que se passa e... "já passou do prazo"... e muitas vezes sem solução. Devemos olhar mais para o lado é verdade e estar atentos ao "vizinho", porque nós somos o vizinho do vizinho.Sopro de Anjo
(http://soprodeanjo.blogs.sapo.pt)
(mailto:soprodeanjo@sapo.pt)


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