Terça-feira, 3 de Janeiro de 2006

"surdez"

Temo descambar neste texto. Estou para aqui farta de pensar e as ideias que deveriam faltar estão é a mais, o que pode revelar-se um problema maior que a falta das mesmas.
O tema que hoje me ocupa a mente é as pessoas que só ouvem o que lhes interessa, que são dotadas duma espécie de filtro no ouvido que suga o relevante (na cabecinha delas) e deixa cá fora perdido nos lábios de quem fala, tudo aquilo que de alguma forma não interessa perceber.
Vejamos uma trintona (que é como se chama a quem ainda não chegou ao 40), que de repente olhou para o caramelo com quem vive há 20 anos e pensa: Mas que raio estou eu aqui a fazer, eu que até tenho pinta de miúda gira apesar de ser quase uma quarentona. Assim que esta tomada de consciência invade a cabeça duma trintona é difícil parar por aqui e duma forma ou de outra ela arranjará forma de infernizar (mais) a vida do dito caramelo.
Nesta fase há diversas formas de agir mas há uma que neste momento está dentro do contexto da ideia com que iniciei este texto. A trintona pensa que já não está com tempo a perder e decide ter uma conversa honesta, franca e directa com o companheiro (nesta altura já não me parece bonito tratá-lo por caramelo).
Ora aqui é que as coisas se complicam...porque não há outro gajo na vida da trintona, porque o sacana do filtro alterou a mensagem emitida impedindo a verdade indesejável de ser totalmente assimilada. Nesta fase ouvimos coisas que rotulamos sem dó nem piedade como barbaridades, tipo “se não há outro é porque ainda me amas, tu é que ainda não sabes” ou pior ainda “só não te deixo agir já porque seria deixar-te cometer o maior erro da tua vida”, blábláblá…
Como podemos evitar a “venda” dos ditos filtros? Serão os malignos coadores obra genética de algumas mãezinhas extremosas? Já agora, se o cabrão do filtro já está entranhado no lóbulo da orelha há forma de o remover?
Eu bem dizia que isto estava com ar de que ia descambar, é a maldita impaciência, a merda da frustração, a mania da ostentação, o inconstante estado de espírito e a novíssima característica de me incomodarem alguns problemas dos outros, sim meus amigos…porque qualquer semelhança neste caso com a minha personagem, é mera..coincidência:)


Inventado por alexiaa às 19:16
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6 comentários:
De Anónimo a 7 de Janeiro de 2006 às 10:14
é sempre a mesma cena...se não tens outro porquê?
que coisa, será que estes ditos seres humanos não entendem que acima de tudo amamos sempre alguém...NÒS. não temos outro mas temos o nosso eu a querer amar! :)imensa
(http://imensa.blogspot.com)
(mailto:)


De Anónimo a 4 de Janeiro de 2006 às 16:42
O upgrade parece uma solução interessante mas temporária,não ha equipamento que resista a upgrades sucessivos:).
P.S Decididamente o termo trintona é carregado duma carga lasciva que nem sempre cai bem...

P.P.S:))), quase nos quarenta e com uma capacidade de aprendizagem brilhante:)))
alexiaa
(http://www.alexiaa.blogs.sapo.pt)
(mailto:salexia@hotmail.com)


De Anónimo a 4 de Janeiro de 2006 às 16:01
Ah! outra coisa: mensagem para "Essa miuda": não há nada de errado em ser trintona ou quarentona. Suspeito que também nada de errado haverá em ser cinquentona. E olha que mais vale só que mal acompanhada. Ou não?Miguel Antunes
</a>
(mailto:miguel.ribeiro.antunes@hotmail.com)


De Anónimo a 4 de Janeiro de 2006 às 15:57
Filtro alternativo: gaja de idade incerta acorda certo dia e acha que consegue melhor do que a vida lhe reservou até essa malfadada manhã. Enceta a grande mudança da sua vida e manda o gajo às couves. Ou comprar o jornal a Timbuctu. Ou meter-se em cima da vizinha do lado, ou o que quer que seja que lhe permita exercer o se alienável direito de ter mais, só pelo simples facto do gajo se tornar passado. Excelente movimento: de certeza que, a manter a atitude, conseguirá de facto progredir na qualidade do ADN para combinar em sua prole. Caso não tenha chegado à menopausa.

Motivo para devolver o filtro: e se não houverem gajos melhores disponíveis? Afinal aquele serviu por uma ou mais décadas! Será que não lhe podemos carregar um upgrade? Sei lá, obriga-lo a deixar a cerveja ou a tirar os pelos do nariz...e se, de repente, os defeitos do sujeito, por via da ausência, passarem a ser características com alguma piada? E se todos os outros não forem suficientemente bons? Ou pior, forem todos exactamente o mesmo?

Resumo: há que mudar. Evoluir, passar ao próximo nível. Mas que aceitar que o que tivemos teve algum valor e possivelmente não foi o outro que teve o monopólio da culpa...

P.S. (;-)): O que escrevi é grosseiro, sem considerar situações específicas. Aplicável em ambos os géneros e em 90% dos casos. Tomar em doses diárias com copos de bebida com elevado teor alcoólico.
Miguel Antunes
</a>
(mailto:miguel.ribeiro.antunes@hotmail.com)


De Anónimo a 4 de Janeiro de 2006 às 14:12
Só um pormenorzinho ...Essa coisa da "trintona" caiu-me um bocadinho mal ...:)ehehehehEssa_Miuda
(http://www.sonhadorainata.blogs.sapo.pt)
(mailto:Essa_Miuda72@hotmail.com)


De Anónimo a 4 de Janeiro de 2006 às 10:13
É ... às vezes é bastante complicado fazermo-nos ouvir quando a outra pessoa está fora de contexto...e quando nos sentimos incomprendidos acabamos por ter atitudes ditas exageradas e anormais aos olhos dos outros... Paciência, quem está mal que se mude! O melhor é irmos tentando transmitir o que nos sufoca a alma, de uma maneira ou de outra ... Beijo grande Essa_Miuda
(http://www.riscosrimasebonecos.blogs.sapo.pt)
(mailto:Essa_Miuda72@hotmail.com)


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