Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2006

Segundos...

Começo a ter fracções de segundos durante o dia em que não te sinto.
Culpo a tua alma que não me permite aproximar-me, culpo a minha por ter medo de…ti!
O sonho repete-se diariamente, já o sei de cor…

“Acordei com um sopro no pescoço, virei-me devagar e olhavas-me atento...
Resmunguei um bom dia e enfiei a cabeça no teu peito.
Perguntaste-me se dormi bem, acenei em silêncio...
Sentaste-te, levantaste-me e murmuraste: Temos de falar…
Senti um arrepio...e não te quis ouvir!!!
A seguir surgem abraços angustiantes, beijos sôfregos misturados com lágrimas, as tuas mãos a segurarem-me o rosto, tu dentro de mim...
Vejo-nos deitados, cansados, saciados...sinto de novo o sopro...voltas a erguer-me e a dizer: Temos de falar...estremeço de novo e não te quero ouvir...”

Começo a ter fracções de segundos durante o dia em que não me sinto.
Culpo a tua alma que não me escuta, culpo a minha que vive em surdina!

Não há segundo durante o dia em que não nos sinta…


Inventado por alexiaa às 20:58
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5 comentários:
De Anónimo a 8 de Janeiro de 2006 às 12:34
Pois é outrora n sentia esse medo, hoje mesmo com o famoso ditado "quem n deve não teme" tenho medo de acordar e ouvir "temos de falar"...não quero acordar. Obrigada pela tua visita ao meu blog, peço desculpa pela demora o trabalho não me tem dado tréguas e mesmo estando a trabalhar hj infringi algumas regras para uma visita. Bom fim de semana, força tudo a correr bem ***Beijo n´oteudoceolhar.oteudoceolhar
(http://oteudoceolhar.blogs.sapo.pt)
(mailto:joanstar@sapo.pt)


De Anónimo a 8 de Janeiro de 2006 às 12:23
que é que eu posso dizer que ali o miguel antunes nao tenha já referido, arranjaste um critico de escrita eu tambem queria um... um tipo que analisásse... sei lá já tou a dizer disparates... muito bom texto... sentido... ora entao um grande bem hajaInsolente
(http://oprazerdainsolencia.blogs.sapo.pt)
(mailto:aaa@aaa.aaa)


De Anónimo a 7 de Janeiro de 2006 às 10:07
que os dias sejam horas, que os horas sejam minutos, que os minutos sejam os famosos segundos e que os milesimos nos sintam cada vez mais.gostomuitissimodeti
(http://gostomuitissimodeti.blogspot.com)
(mailto:)


De Anónimo a 7 de Janeiro de 2006 às 10:04
quando chegamos a um ponto em que ante vemos o nosso destino, algo indica a monotonia dos sentidos está a invadir. É nesse instante que devemos contrariar a maré e tomar conta das ondas. parabensimensa
(http://imensa.blogspot.com)
(mailto:filintam@gmail.com)


De Anónimo a 6 de Janeiro de 2006 às 10:18
Muito bem. Possivelmente a melhor peça que tens no blog. Forte, curta e concisa: o desespero do fatalismo, a incapacidade de mudar o destino que em tempos construímos. Quantas mulheres apaixonadas e quantos homens a definhar em desamor se reverão no que escreves? Acho que muitos te compreenderão completa e imediatamente: e isso é teu objectivo primordial. Meus parabéns.Miguel Antunes
</a>
(mailto:miguel.ribeiro.antunes@hotmail.com)


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