Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Revivendo uma invenção!

 

Nunca precisei de te consumir para te conhecer.

Durante o nosso tempo, aquele que me foi milagrosamente concedido pelo destino, usufrui-te embevecida, apaixonei-me naturalmente e vivi aqueles tempos com uma fé verdadeiramente ingénua. Admito que a certa altura a ansiedade tomou conta de mim, de nós, porque sempre me senti retribuída, mas a vontade de transpor o encantamento para o amor é o que ainda hoje me faz sentir esta espécie de frustração, esta dor por não saber de cor todas as tuas palavras, as lágrimas que não contenho sempre que te pressinto só, a náusea que me sufoca nos dias em que admito nunca mais poder sentir a tua convicção!
Querer saber de ti é uma constante na minha vida.
Interiorizar que isso não é mais possível é dor que transparece nas minhas atitudes.
Ansiar por encher este vazio é um aperto insuportável, uma incapacidade de viver em pleno emoções novas, o pavor de perder uma entrega nova!
As vezes fecho os olhos e vejo-te com asas…abençoando as minhas desajeitadas tentativas, incentivando-me a não desistir, amparando-me sempre que “desmaio”!
Muitas vezes a insanidade é tal que me sinto tentada a revelar o que um dia te segredei, a “mostrar-te” o tanto que aprendi…
Não…não é assim tão simples, até porque nunca precisei que me consumisses para saberes exactamente quem eu sou!
 
 
música: Rufus Wainwright, not ready to love

Inventado por alexiaa às 20:20
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15 comentários:
De cúmplice a 7 de Maio de 2009 às 00:47
Boa noite!

A razão que me leva a comentar este texto e não qualquer outros é simplesmente, porque me identifico muito com ele (texto)… Também já passei por uma experiência muito idêntica, por vezes ao longo da nossa vida cruzamo-nos com pessoas fantásticas, que conseguem chegar a nós de uma forma extraordinária, sem sequer precisarem de nos “consumir”... Dão-nos quase tudo… fazem-nos sonhar, enchem-nos de emoções, fazem-nos duvidar, questionar e estão sempre lá para nos dar a mão quando nos sentimos a desfalecer… quase que se torna inevitável não nos apaixonarmos e querermos mais e mais e mais!
O pior vem, quando começamos a questionar esse “tempo” que nos foi milagrosamente concedido… e os segundos vão passando, arrastando atrás de si minutos que se transformam em horas, estas em dias/meses/anos e quando nos damos conta nada mais será como era... mesmo que permaneça para sempre aquele querer, aquele porque?!?!?!
Pessoas como estas devem de ser (e são) guardadas, num lugar só nosso, pois quando menos esperamos, quando nos sentimos a “desmaiar”, elas estarão lá para nos amparar!

Obrigada/o por me teres feito viajar num tempo, que confesso-te, que me dói recordar por ter sido tão bom quanto especial… pois a minha paixão ficará para sempre e nada nem ninguém irá arrancar! Até hoje (tal como tu dizes), querer saber (dessa pessoa) é uma constante na minha vida… Olhar, sentir, recordar dói, porque sei que já lhe pertenci um dia… sem sequer o saber!!!!

Beijos salgados (pois uma lágrima escorre…)



De alexiaa a 7 de Maio de 2009 às 09:12
A razão que te leva a comentar este texto em particular é a razão porque hoje acordei com as galinhas:)))
Bem....sabes o que as vezes torna as coisas tão especiais?! É a plataforma em que as deixamos, uma especie de degrau acima do resto do planeta e que nos permite flutuar sempre que pensamos na nossa quimera secreta:).
Enfim...tenho pena que só apareças qd te identificas, adoro ser contrariada:))
Beijo doce para o sal não te amargar as lembranças!


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