Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

V

Sinto-me tão inspirada a escrever-te amor!
Deito-me na cama de pano molhada pela recente chuva e balouço-me ao som da trovoada.
Proteges-me dela amor? Aninhas-me no teu abraço sempre que temo não voltar a ter-te?
Comovida espreito as nuvens. Enternecidas lacrimejam partículas de água que me molham o rosto carente da tua festa, sedento do teu afago.
Encolho-me com frio…diminuo sem pudor a minha capacidade de viver sem ti, assumo que te amo desmesuradamente e entrego-me a uma verdade que há muito experimento mas que nem sempre consigo traduzir.
É tão simples quanto isto amor…
Não há luz onde estou, nunca há luz sem ti…
Empurrada para um escuro que não sustento, embrenhada numa solidão só suportável quando penso ser possível voltar a ter-te…
Odeio o barulho do tractor!
 

Inventado por alexiaa às 19:13
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