Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Tal como a frustração…a angústia é fodida!

Sentada naquela banheira Clara sentiu algo tão novo que só o choro convulsivo e monopolizador disfarçou!
O peito parava-lhe abruptamente a respiração provocando-lhe uma dor dilacerante e aparentemente insuportável de aguentar!
Encostou a cabeça à parede húmida e em pranto revisitou toda a sua vida passada. Soluçava em agonia sempre que chegava ao presente….desesperava aflita sempre que não chegava ao futuro!
O calor da água que nunca parou de jorrar começou a ficar incompatível com tanta dor e enrolada na toalha ignorou os pingos do cabelo e rumou à chama da vela que sempre lhe faz companhia nas noites em que opta por sofrer.
E eis que Clara começa num alvoroço aterrador à procura duma distracção…porque lhe surge na mente uma solução estranha, um objectivo radical, um desfecho confortável para uma história tão banal que nem tristeza devia desencadear!
Atormentada persegue uma justificação, questiona-se sobre a verdadeira razão de tamanha angustia, revolta-se com a sua própria ingratidão!
A garganta estrangulada implora por algo, os dentes sedentos de algo duro clamam por alguém…
E a falta de ar surge impiedosa…e os nervos dominam-na implacáveis!
Tanto soluça que aos poucos acalma…resoluta e sem alternativas suplica por uma saída airosa, mendiga aos céus que lhe arranque da alma aquela sensação de perda, que lhe substitua o lamento gritante por um simples gemer, que lhe arranque da cabeça aquela ideia infeliz!
Mas só a alma abranda, só o gemido aparece…
Quieta Clara entra no vazio duma noite de solidão, na tristeza duma paz fajuta, na passividade dum amanha sem sentido!
E morrer, não?!
 
música: Ai piro-me sim:)

Inventado por alexiaa às 21:07
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19 comentários:
De Diva a 21 de Setembro de 2007 às 21:27
Perante tal... Calo-me. Deixo o silêncio falar...
Bjs meus


De alexiaa a 22 de Setembro de 2007 às 16:53
Porque o gajo é de ouro:)

Bj


De Ricky a 21 de Setembro de 2007 às 21:52
Morrer nunca. Porque morrer significa dar razão à vida. Se desistimos, não merecemos vivê-la. E só a grandes almas é que são destinados testes difíceis.

Boa maneira de ver as coisas ham? Ingénua lol

Beijinho querida =) **


De alexiaa a 22 de Setembro de 2007 às 16:55
É tema que não discuto...pelo menos hoje:)

Bjo querrrrido:)


De KI a 21 de Setembro de 2007 às 22:28
Oi e eu hoje sinto-me Clara, doi .me a alma e o corpo, n sei se padeço de algum vírus mas é febre destemperada de fim de tarde q me ataca há dois dias dass. (posso dizer dass? ja disse!) E gostei da tua descrição, do teu texto das tuas palavras q me souberam a mim. é quando a garganta dói num nó cego que todo o mundo se concentra e parece mais imenso.

Beijos e bom fim de semana.


De alexiaa a 22 de Setembro de 2007 às 16:58
As amigdalites são do caraças, eu arranquei as minhas ha pouco tempo...nunca mais me doeu a garganta e ainda enchi a pança de epás:).
Era disto que falavas, certo?!:))

Igualmente...


De KI a 23 de Setembro de 2007 às 01:56
Certo? O mais possível :))

Beijos ;-)


De V.A.D. a 22 de Setembro de 2007 às 01:33
A morte é o acto final, o último passo... O suicídio é, em simultâneo, uma cobardia e uma atitude das que requer mais coragem...
Paradoxal? Não sei; na verdade, não tenho certezas...
O assunto, por ti excelentemente aflorado, dá que pensar...
Bom fim-de-semana!

Um beijo... :-)


De alexiaa a 22 de Setembro de 2007 às 17:00
Eu gosto de aflorar assuntos:)))), é a unica forma de perceber até que ponto os outros sabem desenvolve-los!

Dois beijos..


De Su a 23 de Setembro de 2007 às 08:29
Mas que merda... e eu aqui tão longe da Clara, da banheira, do branco, da agua já fria que lhe escorre para dentro do corpo, da clara... meu amor, não há segredos, não há castelos, não ha tesouros, não há príncipes, é tudo uma mentira, o que sentes, tudo o que sentes é aterradoramente normal, faz tudo parte de um filme, deixa correr a agua, deixa correr o fumo, deixa correr os dias, respira e espera, espera que a seu tempo tudo tem a sua lógica, tudo se encaixa, tudo caminha para o seu lugar, para o nosso lugar, nada de pressas, deixa-te levar…”o controle é a nossa ego-mania infantil, ninguém controla nada” ...Clara!
Ah Clara, estás tao longe e tão perto, quase te sinto no ar… achas que somos… iguais?


De Su a 23 de Setembro de 2007 às 19:25
esQUece... hoje to pró melodrama... haja quem me ature!
Bj no meio da testa.
:)


De alexiaa a 24 de Setembro de 2007 às 18:01
De vez em quando torna-se irresistivel dramatizar:).

Ai Su...por acaso até acho que umas Margerittas a duas era um bom remédio para estas tendências que temos:))

Beijo no alto da tola:)


De alexiaa a 24 de Setembro de 2007 às 17:59
As vezes não te falta a pachorra para a Clara?:))


De Su a 26 de Setembro de 2007 às 09:54
nem me fales..., ás vezes não tenho pachorra nem para mim qt mais prás Claras do mundo!

:)

A D O R O - TE, Clara, escura, gemada, gosto-te e pronto! Escreve que te leio sempre, ta combinado com ou sem margarittas! Alias, estou sempre á espera do livro q hade vir, tenho esta certeza que vou fazer parte desse filme!

:))))


De alexiaa a 26 de Setembro de 2007 às 14:27
Um livro:))))), isso é o que eu chamo de gostar:)), agora sim, acredito que me adores:)


De pedro alex a 24 de Setembro de 2007 às 18:37
Há muito que não sabia novas da Clara.
Inevitavelmente tive de reler o texto de Março. Ok, ok, releio-te, mas como ia dizendo, há muito que não sabia novas da Clara, da Clara que saiu de ti mas também poderia ter saído de uma personagem de Almodovar.
Que riqueza sentimental se poderia explorar dela. Do primor do texto todas as minhas palavras são irrelevantes, não há intensidade para tanto.
Your’s Affectionately:):):)
pa


De alexiaa a 26 de Setembro de 2007 às 13:56
Tenho que castrar a Clara...imagina o que seria este blog com a mulher constantemete deprimida...já assim quase que perco a pachorra para as divagaçoes idiotas...
Eu sei que gostas muito de nos:)))

BDB, ou seja...de beicinho!


De VdeB a 25 de Setembro de 2007 às 17:49
Bom, cara Princesa do PA, a tal ponto que não me consigo conter como voyeur/predador que tenho sido aqui na Reinvenção.
Nem sei bem o que dizer e que faça sentido, mas como falar por aqui não é um frete, não vou tentar sequer exprimir o que sinto ao ler os teus contos, ao ser devorado pelo teu sentir tão bem escrito que entra por aqui com uma leveza violentíssima, de arrepiar.
Já li e reli também o “Sobrenatural”. Leio sempre os vários comentários e as tuas respostas. Fico sempre um pouco atordoado com a intrigante e cativante diferença entre o sentir e o reagir que percepciono na Alexiaa e cujo denominador comum será uma invulgar (invejável) capacidade de amar.
E depois pergunto-me, mas como se comenta isto? O que será que eu posso dizer de relevante? Como já tive um blogue sei dar valor aos comentários e julgo perceber a diferença entre os que gostam de ser comentados e os que nem por isso.
Há muito que percebi porquê que és a Princesa do PA, personagem que aliás levei também muito tempo até ter a coragem de comentar, umas vezes com sentido outras sem, mas aprendi a desinibir-me e a usufruir estimulando e comunicando isso mesmo, afinal de contas, o mais importante.
Embora esmagado, hoje decidi deixar-te um olá e manifestar-te o prazer que também eu tenho em ler os teus contos. Apenas isso, e agradecer a partilha.


De alexiaa a 26 de Setembro de 2007 às 14:02
Eu é que fiquei atordoada com este comentario:).
Percebi muito bem todas as tuas palavras, coisa que não acontece com frequencia por aqui.
Os teus olás são sempre bem vindos por aqui...a partilha, essa...depende sempre do meu reagir mas como dizes nunca do meu sentir!


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