Domingo, 3 de Setembro de 2006

Ah pois não...

Espero que me tenhas delineado nos teus pensamentos!
 
Acordo a meio da noite preocupada e sobressaltada. Penso nas marcas que te terei deixado e não sossego durante horas tal é a angústia de imaginar o dia em que inevitavelmente me desprenderei do teu corpo e da tua alma!
 
Pergunto-me se no meio de tanta intensidade tiveste a sensatez de me cravar por inteiro nas tuas memórias!
 
Paraliso as vezes durante o dia perante a ideia de me soltar da tua vida. Conjecturo sobre a tua imprudência e não contenho os soluços de dor quando me vejo liberta num espaço que não reconheço como sendo meu!
 
Rezo com veemência para que me guardes perpetuamente nas tuas recordações!
 
Atemorizo-me constantemente quando prevejo os meus sentidos desapegados dos teus. Apreensiva questiono-me sobre o tempo que demorará a instalar-se esse desapego e quebro de aflição ao avistar tenuemente essa possibilidade.
 
Desenha-me…crava-me e guarda-me para sempre porque a realidade é que nunca mais me irás ter!
 
 

Inventado por alexiaa às 22:50
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12 comentários:
De Tacitus a 4 de Setembro de 2006 às 15:01
Bem, ainda estou arrepiado com o que li, pela intensidade das tuas palavras...e o remate do texto está magnifico "porque a realidade é que nunca mais me irás ter!". Coisas que a vida nos leva a fazer...boa semana para ti!


De pedro alex a 4 de Setembro de 2006 às 16:20
...!

Bj


De imensa a 4 de Setembro de 2006 às 16:23
"...a realidade é que nunca mais me irás ter..." e eu um dia escrevi:

"...tenho-te quando eu quero."

realmente somos fortes!

beijo imenso


De Miguel a 4 de Setembro de 2006 às 19:14
Forte!
Gostei muito!
Sim, sei que nunca te terei, só em sonhos fugazes.
Beijos,
Miguel


De espumante a 4 de Setembro de 2006 às 22:00
Gostei muito deste texto.
Não estou a ser cosy
:)



De MoonLight a 4 de Setembro de 2006 às 22:06
Profundo...
Muito!
Bjs de Luz


De igara a 5 de Setembro de 2006 às 12:21
Houve um dia em que escrevi...

"Nesta Noite em que te invoco,
Se em Silêncio me envolver,
Saberás que é o momento,
Pinta-me em teu pensamento
Pois nunca mais me irás ter!"

Nós sabemos sempre os momentos de partir, não obstante as dores, os pensamentos e os sentires de desapego. Sabes que gosto muito de te ler, e o teu post, é de uma intensidade tal, que só me faz pensar, que ele, quem quer que seja, não só te cravou no pensamento, mas te remeteu também ao coração.

Beijinhos mansinhos, e abracinho apertadinho porque é desta forma que hoje me apetece partir :)


De alexiaa a 5 de Setembro de 2006 às 18:44
Quando li o que escreveste assustei-me um pouco. De repente pensei: ou esta explicada a empatia inesperada ou eu ando armada em Clara Pinto Correia:))).
Não acho que saibamos sempre os momentos certos de partir...as vezes sabemos a altura em que as coisas terminam mas adiamos a partida quase duma forma desesperada por...olha, isso agora dava quase uma mesa redonda:))).
Gosto muito de te ler por cá...

Um beijo


De igara a 6 de Setembro de 2006 às 15:27
Sabes Alexia, acho que temos formas identicas de ver as coisas, mas utilizamos formas diferentes de as expressar. Eu gosto de escrever poesia, mas por mais que uma vez, me vi retratada nos teus escritos que eu acho fabulosos, eu jamais escreveria como tu!
De toda a forma, saber o momento certo de partir, não é sinónimo de que se parta. Os motivos pelos quais não se parte isso sim, são tantos, que concordo contigo, dariam para uma mesa redonda. De toda a forma, as partidas poderão nunca ser definitivas, dizem os entendidos, que cada vez que permanecem em nós recordações, não existem partidas, apenas ausências. É bom que as recordações que nos ficam sejam boas para que as ausências não nos pareçam tão grandes!

Um beijo mansinho e um abracinho, sabes que voltarei sempre... :)


De igara a 6 de Setembro de 2006 às 15:29
Desculpa mas tive que voltar, esqueci-me de dizer que efectivamente, está explicada a empatia :)


De Araj a 5 de Setembro de 2006 às 21:05
Curto e grosso: "guarda-me para sempre porque a realidade é que nunca mais me irás ter!" se nunca mais te vai ter, não será melhor seguir em frente sem estar ligado ao passado?



De sou-eu-mesmo a 5 de Setembro de 2006 às 22:14
ora..nem mais.
essa é a pergunta que mais faço cada vez que "passo" por aqui.

sei lá...talvez o "processo" esteja numa fase de negação, mas, como nao gosto de presumir, vou continuar atento..e lendo com imensa satisfação!


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