Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Quase por encomenda...:)))

 

Deito me e não permito sequer que alterem o nome daquilo que faço. Chama-se divagar loucamente!
Senão vejamos:
Amanha não me posso esquecer de marcar o dentista para a miúda.
Mas caramba, porque raio fui eu entregar a alma? E agora como faço para recuperar aqueles sentires que faziam de mim a mulher que luta por ti independentemente da “bagagem” que trazes?!
Não interessa, logo resolvo…até porque a amizade é muito dúbia e ainda me pasmo com a relativização com que me presenteiam algumas pessoas, um dia a coisa até funciona mas eis que o que é suposto acontecer a seguir não acontece e os meus segredos recolhem para o meu corpo destemido.
Gritar não resolve nada com os miúdos.
Agora bradava para quem quisesse ouvir que me sinto aborrecida quando os teus deveres não se absorvem pelos meus vazios, não se enquadram na minha falta de “leis”.
A parede do quarto dos rapazes têm se ser pintada.
E como raio consigo estar quieta a ver-te pintar quando tudo o que quero é brincar ao filmes e transformar a minha obrigação num campo de batalha de sons e cores desregradas?!
E as reuniões escolares, os almoços, os banhos, as roupas...
E a espera pelas fodas, pelas manhas de sol perdidas no escuro do quarto, pelos jantares tardios em que me dispo duma personagem e revelo crueldades inconfessáveis…
O peso da palavra semana, a fadiga da duvida…Quis isto? Quero doutra forma?
Ai a espera… por aquele instante supérfluo que nunca me cansa, aonde nunca me entedio e que embebo avidamente na esperança de o reavivar nas insónias exaustas de tanta normalidade!
 
 
música: Boring, uma coincidência...:)

Inventado por alexiaa às 00:07
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

Tenho pena de não ter memórias da tua devoção!

 

Lembro-me dum olhar em particular. Não porque achasse os teus olhos nada de especial mas muitas vezes sei que foram eles que me “cegaram” nos momentos mais físicos.
Nesse dia tínhamos uma distância razoável a separar-nos e estavas tranquilo, tão tranquilo que parecias querer dizer que não querias estar mais longe de mim, que não falharíamos desta vez e que me permitias “mergulhar” nas profundezas da tua intimidade sempre tão inacessível.
Recordo-me duma fraqueza, uma mensagem inesperada e desconcertante em que por alguma razão confessaste dor aguda devido à saudade. Senti-te vulnerável, tão vulnerável que parecias ter tomado consciência que pela primeira vez na tua vida o pôr do sol seria para sempre apreciado a meu lado e o amanhecer entrelaçado nos meus braços.
Não há como esquecer a musica que te surpreendeu. Porque nunca tinhas sentido aquela sonoridade a meio da sensualidade, porque consentiste os meus movimentos gananciosos, o meu pedido em tom suplicante, o meu querer sincero que te fez perder as reservas e aquecer o teu coração sempre tão distante do meu.
Ficam gravadas as loucuras incontáveis, o teu sossego na minha cama, as reconciliações carnais , as despedidas difíceis, os dias em que inesperadamente me pedias para não desistir e em que transportavas para o meu olhar uma certeza que eu estaria sempre…aqui!
(Perdi o rasto ás coisas que me inquietavam, esborratei as palavras secas e escondi para sempre as vezes que me senti sozinha).
Ainda sorrio sempre que te oiço dizer ingenuamente o quanto amas o meu amor por ti. Como se isso fosse natural, surpreendido com a minha indignação pacifica, chocado com a hipótese de existir outra forma de demonstrar fé no futuro!
Resta aquilo que só tu sabes!
Sobra aquilo que tu não sabes…fazer!
 
 
música: creep, os mesmos da outra:)

Inventado por alexiaa às 13:32
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Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Não me ames…ambiciona-me!

 

Claro que sinto a tua falta.
Falta daquela sensação única e etérea que é pespegar os meus dedos no teu peito, daquela ânsia latejante que é esperar que chegues de ar emproado e sorriso maroto, daqueles momentos de prazer que me fazem estar ali com calma e paixão a desejar que nunca saias de dentro de mim!
Claro que sentirei a tua falta.
Sentirei tristeza por mim, pelos sonhos que ocuparam os meus dias, pelo riso que surgia sempre que te sentia amar-me, pelo quente que me cobria corpo e alma!
Sentirei tristeza por ti, por não acreditares nas promessas que te insinuei, por não confiares na diferença que há na tua vida quando estas a meu lado, por não recordares todos os segundos plenos de paz que te proporcionei!
Sentirei tanta tristeza por nos, porque te sinto menos reservado só para mim, porque sou tão melhor se te tenho, porque não duvido que é um desperdício deixarmos de nos entreter um ao outro!
Sei, claro que sei que dói não te ter, que se quebrou qualquer coisa que parecia bater tão certo!
Saberei sim, que a tua dor será mais massacrante que a minha, que nos intervalos dos teus rituais seguros vais pensar na beleza da nossa instável e inigualável historia de amor!
Sinto e sei tanta coisa…perco tanto tempo enrolada nesta sabedoria que não vejo que as vezes resulta, outras não!
 
música: tindersticks, sometimes it hurts

Inventado por alexiaa às 20:44
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Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

À tarde voltei a sonhar…e voltaste a interromper!

 

Lá ao longe soam os sinos da aldeia.
Estou tranquila porque estamos nas tarefas habituais, agitada porque ainda não cruzamos o olhar, completa porque andas atrás de mim a “remendar” o que destruo, amuada porque faltou tempo para aquela paragem dos teus lábios no meu pescoço.
Mais perto os sinos dobram.
Penso que está perfeito, que tudo encaixa nesta nossa vida, que um dia desmancho a arvore de natal antes de Março, que finalmente instalamos a banheira dos nossos delírios e que mesmo na pressa das horas que se aproximam haverá sempre tempo para que nos acusem de cumplicidade excessiva!
Dentro do meu ouvido os sinos já não intervalam.
-Estou pronta, digo impaciente com um compasso teu que ainda não aconteceu mas que sei ser inevitável!
-Estas?, ironizas tu prevendo um esquecimento de ultima hora que não despoleta um arrufo graças ao teu compasso!
-Estas bonita!
-Pois sim!
O sino ecoa desenfreadamente.
Conversamos o caminho todo, as vezes repetes uma historia e eu finjo me surpresa, outras vezes debito palavras a uma velocidade atordoadora e sorris disfarçando o quanto me achas irracional.
Aumento o volume daquela musica que não te diz nada e que eu amo de paixão.
Metes-me a mão no meio das pernas para que pare de cantarolar.
Respiro em paz, sinto-te meu.
Aqueço-te a mão, fervilham-me os sentidos!
 
Trimmmm, o sino é a campainha e levanto-me estremunhada e revoltada!
Nem dou bom dia, quero voltar para aquela aldeia e usufruir do resto do sonho que começava a aquecer!
Em segundos estou lá outra vez. Sinto-te de novo a mão no meio das pernas, o compasso típico, o estagnar das horas, a determinação que estamos desajustadamente certos um para o outro.
Aviso-te do perigo precoce, puxas-me o cabelo ferozmente e manso, consentes que seja simultâneo e entranhas no meu domingo, na minha cama!
Roubas-me as quimeras amor…gracias!
 
 
música: barzin, the dream song

Inventado por alexiaa às 15:35
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