Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007

Segundo Ano...

A única coisa que me ocorre é repetir o que há um ano atrás escrevi.
Pensei várias vezes em “branquear” aqui alguns episódios imprescindíveis a um crescimento que de certa forma me foi imposto porque a verdade é que não me apetecia nada ter maturidade para resolver certos conflitos.
Sei que sou muitas vezes considerada uma menina mal comportada porque raramente sigo padrões de comportamento, porque me deixo arrebatar consecutivamente por ilusões pueris, porque faço quase sempre o que quero e digo sempre o que me apetece independentemente de ser ou não o que sinto!
Sempre foi muito mais fácil descambar em ataques brilhantemente arquitectados do que perder algumas “batalhas”, mas o sabor dum silêncio
condescendente vai certamente acabar por conquistar toda a minha impetuosidade!
E é isso que espero agora…aprender o valor de outros silêncios que não os “nossos”, saborear calada pequenas alegrias, doces momentos de paz.
E é isso que me vai surgir…saber como desfrutar da ausência de sons que adquiri como únicos, usufruir duma intimidade que não seja a dois ou se o for que não é aquela que vivi, imaginei, sonhei ou projectei!
Limites…este ano que escrevi por aqui trouxe-me limites.
Quanto aos dois anos de Reinvenção…subscrevo a Alexia aqui há um ano atrás!


“Faz hoje dois anos que comecei a escrever para ti, para ti que não interessa se existes, para ti que me inspiraste em noites de solidão, para ti que valorizei sem me preocupar com o facto de o mereceres, para ti que um dia eras um e no outro eras outro, para ti…que de mentira ou de verdade fazes parte da minha vida de tal forma que se torna impossível neste momento apagar-te!
Talvez…talvez quando fizer três anos…”


música: Benjamin Biolet

Inventado por alexiaa às 20:43
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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2007

Estou na fase do tal diário Su:)

Ontem foi uma daquelas noites em que a preguiça impediu um chorrilho de palavras!
Estava deitada e as ideias orbitavam enlouquecidas aqui na minha cabecinha, tentava filtra-las mas nunca em altura alguma consegui ordenar as produtivas e descartar as que não se enquadravam nos últimos acontecimentos da minha vida!
Honestamente sempre me considerei uma pessoa de sorte, não sou mal formada, não tenho tido grandes tragédias na minha vida, não sou negativa nem taciturna, não vivo com grandes dificuldades mas também não sou de grandes ambições materiais.
Admito que em muitas fases da minha vida adoptei uma postura um pouco intolerante fruto duma mimalhice que nunca consegui despegar:) e que me levou a lidar muito mal com as contrariedades. No entanto este grande problema acabava sempre por ser compensado com uma capacidade imensa de não ficar a remoer assuntos nem amarguras!
Neste ultimo Domingo surgiu-me uma situação que me faz não conseguir dormir há duas noites. O meu filho mais novo foi atropelado e ficou todo escaqueirado. As circunstâncias não são relevantes agora mas como ele não estava a meu cargo é lógico que no calor do momento foi algo que me inquietou e que me mostrou um ligeiro abrandamento dos meus conhecidos maus fígados!
Estaria a mentir se dissesse que fiquei calminha e condescendente mas foi algo mais rápido do que o habitual, uma tomada de consciência que por norma chega tardia e que desta vez não me deixou esticar uma corda habituada a rebentar.
Passado o susto, o pânico, o medo enorme do que não foi mas podia ter sido, o trauma duma noite comprida e repleta de dramas, passado tudo isto chego à conclusão da extrema importância da influencia de pessoas bem formadas na nossa vida!
Não há duvida que há quem nos torne melhores seres humanos, pelo menos eu sou excessivamente impressionável pelo carácter de quem esta a meu lado!
Não há duvida também que muitas vezes esquecemos de valorizar o que é realmente importante, que perdemos tempo com acusações ridículas e fatalmente desnecessárias, que nos momentos de dor optamos por uma revolta inútil e desprezamos a angústia dos outros tão empenhados que estamos em disparar as tais acusações!
Dois dias volvidos duma tarde e noite inverosímeis (ainda hoje é assim que penso naquilo) sinto agora uma tranquilidade que me deixa quase orgulhosa. Porque a certa altura deixei sobressair o melhor que há em mim, porque deixei transparecer o que realmente é importante na minha vida…
A ti papá…não evidencio muito o quanto me orgulho do pai e amigo que és mas sei que sabes que gosto muito de ti e que se muitas vezes sou uma cabra insensível é porque tu me dás confiança para tal:).
A ti amiga…és rápida no gatilho e não és uma surpresa, és um conforto e um descanso incondicional na minha vida!
A ti Carlos…bem, amo-te enquanto amar e o resto é conversa!
 
música: Polque eta é a tua muxica plefelida!

Inventado por alexiaa às 03:06
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Sábado, 17 de Novembro de 2007

Faz-se o que se têm de fazer!

Estas foram as cartas não passíveis de comentários.
Não foram cartas que escrevi durante alguns dias mas sim cartas que correspondem a um só dia, a muitos estados de espírito…
Soube-me bem “escancara-las” aqui. Permitiu-me descansar de algo inconfessável num dia como o de hoje. Porque até para me expor necessito do dia ideal!
Sem vergonha admito que não ando concentrada, custa-me decidir entre sentir-me liberta dum presente que me faz ora feliz ora desalentada, ou dum futuro insonso de emoções, oscilo entre euforia e lágrimas escondidas que cada vez menos partilho com amigos.
Este é só o texto que reabre a época de comentários, uma tentativa minha de responder de forma civilizada, um esforço para me inteirar da existência de outras pessoas e do que elas andam por ai a experimentar, uma vontade de tornar menos secreta uma estranha forma de sentir.
 A quem me lê e reclamou de não poder comentar através do mail está de volta essa opção, não peço desculpa porque não me parece fazer sentido um pedido de algo do qual não me arrependo!
A quem me lê e comenta porque espera visitas em troca não me parece sensato continuarem a aparecer, não sou assídua na net e tenho temporadas enormes que não consigo escrever duas palavras direitas, muito menos para comentar os outros!
E tinha imensas frases começadas por “ a quem me lê” mas quando as antecipo na cabeça acho-as sempre um pouco ofensivas e a verdade é que a maior parte das vezes não tenho intenção de ser arisca…mas sou!:)
Assim sendo resta-me fazer a pintura de guerra na cara que acarreta sempre um belo nariz vermelho e sair para a rua…
música: In My Secret Life

Inventado por alexiaa às 15:50
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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2007

VII

É receber-te tremula de ansiedade, abraçar-te sequiosa de calor, consumir-te desvairada de paixão!
É chorar desesperada por não te sentir, esperar-te sem fim resignada com a dor duma chegada improvável.
É ouvir-te com promessas que me embriagam, beijar-te saboreando um aroma que me excita, observar-te em silêncio extasiada com a tua dedicação.
É trincar-te de raiva por não te saber resistir, parar de viver porque estás demorado, sentir-me endoidecer todas as noites que não apareces!
Ai amor…amar-te foi bom hoje de manha quando acordei a teu lado e o meu mundo brilhou imparável.
Mas amor…amar-te é mau agora porque sofro com a tua ausência, porque não há ninguém que te substitua nos meus sonhos!
Ainda assim amar-te é reconhecer dentro de mim um número ilimitado de emoções, de atitudes, de dúvidas e de certezas!
É fazer-te companhia sem esperar nada em troca, entregar-me sem reservas a um momento fugidio, devorar-te desenfreada sem pensar que amar-te é…
Adormecer constantemente num vazio angustiante, deambular transtornada pelos dias sem fim, atravessar-te numa transparência que me desconcerta.
 
Amar-te faz-me bem?
 
 
 

Inventado por alexiaa às 21:29
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Domingo, 11 de Novembro de 2007

VI

As lembranças doem-me amor!
Não as nossas, essas são demasiado ternas e recentes para me causarem esta “moinha” no peito que me atingiu agora.
Cheguei a um sítio que conheço dum passado já varrido dos meus pensamentos constantes. Tinha a ilusão de ter transformado certas lembranças em espuma branca dum mar sereno mas sou agora confrontada com cores e lugares distantes que pintam a minha espuma dum vermelho garrido que se confunde com o sangue que pressinto escorrer da minha alma ferida!
Perguntas porque, sei que se aqui estivesses perguntarias…
Porque dói amor!
Dói recordar o quanto fui feliz quando não queria tanto, quando não estava certa da existência dum amor pleno…
Perguntas o que preciso, sei que se aqui estivesses perguntarias…
E dás-me a mão determinado. E dás-me um beijo suave.
 
É bom amar-te?

Inventado por alexiaa às 15:13
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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2007

V

Sinto-me tão inspirada a escrever-te amor!
Deito-me na cama de pano molhada pela recente chuva e balouço-me ao som da trovoada.
Proteges-me dela amor? Aninhas-me no teu abraço sempre que temo não voltar a ter-te?
Comovida espreito as nuvens. Enternecidas lacrimejam partículas de água que me molham o rosto carente da tua festa, sedento do teu afago.
Encolho-me com frio…diminuo sem pudor a minha capacidade de viver sem ti, assumo que te amo desmesuradamente e entrego-me a uma verdade que há muito experimento mas que nem sempre consigo traduzir.
É tão simples quanto isto amor…
Não há luz onde estou, nunca há luz sem ti…
Empurrada para um escuro que não sustento, embrenhada numa solidão só suportável quando penso ser possível voltar a ter-te…
Odeio o barulho do tractor!
 

Inventado por alexiaa às 19:13
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Quinta-feira, 8 de Novembro de 2007

IV

Roubei-te um limão amor!
Ou seria uma tangerina? Imagino-te a sorrir com a minha ignorância e levo-o ao nariz para o cheirar.
Não me apetece descrever aquele momento, sei que sabes o que senti, sei que sabes o quanto recordei o odor da tua pele, dos nossos corpos colados, do nosso clímax cúmplice.
Vejo um baloiço e brinco. Estico as pernas e encolho-as com vista a atingir aquela sensação de desmaio. A mesma que tive quando de olhos fechados inspirei o limão, a mesma que tenho sempre que nos tocamos com saudade!
De repente sinto um cansaço agradável, aquele corpo mole que nos pede lar, que nos exige um estender familiar.
Dirijo-me ao local onde estou instalada e vejo um homem num tractor. Ele olha para mim com insistência e eu assusto-me correndo para dentro de casa.
Trancada e no escuro espreito pela cortina e revejo-o a passar em frente no barulhento tractor, lento e expectante, curioso e atemorizador.
Nervosa pergunto-me como vou passar a noite sem ti, como vou adormecer com a ideia fixa que ele volta para me fazer mal! Respiro fundo e tento ser razoável, falta-me o ar e entro em pânico.
Furiosa e descontrolada reparo no quanto estou isolada, não há vivalma ao meu redor excepto o “criminoso” do tractor!
Açambarco com garra este caderno e penso escrever-te uma carta. Culpar-te através de frases violentas do meu medo, descarregar em ti a falha emocional que me corrói a maior parte do tempo.
Chove a potes amor!
Divido o temor com a melancolia de assistir impávida ao encharcar da nossa rede, acrescento uma ternura pela água que cai da goteira do telhado, clamo pelo toque do telefone que confundo com o trovejar inevitável.
 
 

Inventado por alexiaa às 18:25
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Quarta-feira, 7 de Novembro de 2007

III

Vim à igreja amor!
Esta fechada pelo que me resta circunda-la intrigada.
Á medida que avanço estremeço com a velocidade dos meus pensamentos. Receio não saber um dia transmitir-te a intensidade da emoção que me invade agora.
Penso na minha vida, na nossa história, no que seria nós dois juntos para sempre e espanto-me com a forma atravancada com que altero projectos futuros, com que sem expectativas dum nós iludo-me com um amanha improvável.
Sento-me na escada. O calor é doce e saboroso, a minha cara quente do vinho que beberiquei ao almoço.
Começa a chuviscar…
Dos lábios solto um amo-te sem som, dos olhos lágrimas secas que decifro pelo ardor dos mesmos, pelo soluço reprimido e ténue que solto involuntariamente.
Tenho de parar…o caderno está molhado, o céu solidário com a minha tristeza, a chuva amante deste meu desgosto!
 

Inventado por alexiaa às 20:14
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Terça-feira, 6 de Novembro de 2007

II

Apanhei-te uma pedrinha preta na praia amor!
É redonda e extremamente lisa. Macia e morna ao toque, escorregadia mas não humedecida!
Caminhei com ela na mão pela areia molhada e a certa altura senti os meus dedos deslizarem por ela como se do teu corpo se tratasse e duma forma inconsciente entrelacei-a apertando-a simultaneamente com ansiedade.
É curioso como uma simples pedrinha pode transformar-se em ti…como o meu desejo dilacerante se revela através dum simples toque sedoso, como a tua pele esta tão entranhada na minha que a reconheço em qualquer objecto.
Fecho os olhos enquanto a (te) perco na minha mão que apesar de pequena não te consegue agarrar.
Escapas-me e apanho-te, retenho-te mas furtas-te!
Isto é lindo amor!
E felizmente tenho fome para almoçar, e “apareces” com um adoro-te que não interiorizo mas que me alimenta o resto da tarde que pressinto serena.
 
 

Inventado por alexiaa às 18:45
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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2007

I

Isto é lindo amor!
Acordei cedinho com a alma revigorada, o desanimo decrescido, a frustração ausente.
Vesti-me sem pressa porque o banho não planeado e decidido por improviso amainou-me o espírito e segredou-me gotas de fé que sorvi sôfrega de alguma paz!
Já no carro detive-me a pensar no grande mistério que é amar-te, na tonteira que é querer-te e não te poder ter, na tristeza que é não te sentir. Qualquer musica que toque transporta-me para um nós que no fundo não existe, para um caso de amor que invento e reinvento sempre que me fazes falta, sempre que encaro a impossibilidade de envelhecer a teu lado!
Conduzi distraída até ao meu destino. Estacionei e caminhei absorta até sentir que tinha fome. Apressei o passo em busca duma pastelaria agradável e pensei como é curioso o facto da fome me alhear de ti, como é relaxante ter uns segundos em que voas da minha mente e me permites um descanso na alma indispensável à minha sanidade!
Pequeno-almoço digerido, conversas alheias que se tornam cúmplices da minha ansiedade em te esquecer, desejo de partilhar contigo a sensação de bem-estar que por vezes me invade.
E semi saltitante caminhei no empedrado pitoresco, visitei curiosa ruelas arejadas, espreitei recantos que me pareciam propícios a carícias íntimas!
Nesta altura o sol desponta descarado e convida-me a passear na praia…
É tão linda amor!
A sensação de liberdade oscilou-me os sentidos e por momentos temi não ser capaz de absorver o que de bandeja me era oferecido à alma…
Desci até à areia, penso em ti sempre!
 

Inventado por alexiaa às 20:39
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