Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

Sobrenatural…

Acordei hoje contigo embrenhado em mim mais do que nunca!
Durante a noite despertei varias vezes com as tuas mãos macias a tocarem-me duma forma muito pouco pacífica. Não sosseguei, não é habitual em ti procurares-me tão inquieto. Antes do despertador tocar já estava completamente esperta. No ar o teu cheiro estava presente como jamais esteve, forte, intenso, soprado pelo quarto inteiro, assustadoramente real!
Levantei-me nervosa. Caminhei devagar ao mesmo tempo que me questionava sobre o que se passaria e não evitei um estremecer involuntário. Estarreci a meio do meu percurso com a convicção que eram os teus olhos que me observavam as costas, era o teu murmúrio que me soprava o ouvido, o teu lamento que me usurpava a sanidade!
Abanei a cabeça atormentada e fiz menção de te sacudir mas fui travada por ti, sem ti…!
Os teus passos dominavam o cenário, a tua respiração a minha alma!
Posicionaste-te à minha frente e senti que não aguentava aquele confronto, tantas as vezes que ansiei rever-te, tantas as noites que chamei por ti, tantos os sonhos que recusei por ti…
Amparaste-me a sensação de desmaio e contemplaste-me incisivamente, o teu olhar jorrava dúvidas e preocupações, amor e saudade, desejo e fatalidade!
Desde que foste foi a primeira vez que não te chorei, que não chorei!
Acenei consentindo-te uma paz imprescindível, abdiquei de te usufruir em prol da tua conciliação eterna!
Sorri-te abandonando-me ao cansaço, omiti uma devoção para todo o sempre na esperança que exorcizasses o peso das tuas incertezas!
E aos poucos o aroma desvaneceu-se, o meu corpo desamparou-se, a solidão instalou-se…de novo!!
 

Inventado por alexiaa às 20:43
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Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Tal como a frustração…a angústia é fodida!

Sentada naquela banheira Clara sentiu algo tão novo que só o choro convulsivo e monopolizador disfarçou!
O peito parava-lhe abruptamente a respiração provocando-lhe uma dor dilacerante e aparentemente insuportável de aguentar!
Encostou a cabeça à parede húmida e em pranto revisitou toda a sua vida passada. Soluçava em agonia sempre que chegava ao presente….desesperava aflita sempre que não chegava ao futuro!
O calor da água que nunca parou de jorrar começou a ficar incompatível com tanta dor e enrolada na toalha ignorou os pingos do cabelo e rumou à chama da vela que sempre lhe faz companhia nas noites em que opta por sofrer.
E eis que Clara começa num alvoroço aterrador à procura duma distracção…porque lhe surge na mente uma solução estranha, um objectivo radical, um desfecho confortável para uma história tão banal que nem tristeza devia desencadear!
Atormentada persegue uma justificação, questiona-se sobre a verdadeira razão de tamanha angustia, revolta-se com a sua própria ingratidão!
A garganta estrangulada implora por algo, os dentes sedentos de algo duro clamam por alguém…
E a falta de ar surge impiedosa…e os nervos dominam-na implacáveis!
Tanto soluça que aos poucos acalma…resoluta e sem alternativas suplica por uma saída airosa, mendiga aos céus que lhe arranque da alma aquela sensação de perda, que lhe substitua o lamento gritante por um simples gemer, que lhe arranque da cabeça aquela ideia infeliz!
Mas só a alma abranda, só o gemido aparece…
Quieta Clara entra no vazio duma noite de solidão, na tristeza duma paz fajuta, na passividade dum amanha sem sentido!
E morrer, não?!
 
música: Ai piro-me sim:)

Inventado por alexiaa às 21:07
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Sábado, 15 de Setembro de 2007

Acreditas que ainda cheiro ao teu sexo?

Fui à praia hoje.
 
À vinda senti o peito a transbordar de algo que não entendi…ainda não entendo!
Abanquei o rabo no café habitual e desatei a pedir imperiais que detesto, acompanhadas do belo tremoço, já estou na fase do degredo total!
Bebi três…o suficiente para arranhar a marcha atrás que vendo bem as coisas arranho sempre!
E aqui cheguei…ao lar doce lar!
Abri a rapidinha e mandei os chinelos ao ar…
E escolhi a musica menos profunda possível!
De garrafa na mão…mini saia vestida, biquini à mostra, ombros descobertos…lábios mordidos porque me sei sensual!
De repente percebo o quanto sou gira, o quanto é verdade quando me dizes que o meu corpo é de endoidecer, como a minha pele é macia, como o meu cheiro é uma tentação…
Ah pois…nada como uma rapidinha para perceber como não me amas o necessário, como és estúpido por não me arrebatares de vez…
E a mini saia torna-se indispensável para o resto da noite…toca a lavá-la com urgência…
E volto para o espelho sem ela…
A ancas não sossegam, os ombros não apaziguam, o latejar no meio das pernas adensa-se:)))
O cigarro converte-se num adereço urgente, a camisola num extra…
E o biquini domina o vidro…as mãos o umbigo e tu…tu desapareces!
Os dedos deslizam devagarinho e travam na zona em que só sabem um gesto, o vem cá lascivo, o toca-me já impaciente!
Imparável sento-me na cadeira…penso em ninguém porque desapareceste, penso em ti porque não há mais ninguém!
 
E isto agora dava pano para mangas…
 
Assista brevemente ao desenrolar deste folhetim erótico…onde ela sente o fogo do desejo, o querer da paixão, o calor da tentação:))))))))
 
 
FIM
música: Princesa…afinal não é o que sou?!!

Inventado por alexiaa às 21:24
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Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007

Ena…ela afinal fala!

- És tu que me levas ou sou eu que te estou a encaminhar?
E assim paramos no canto…e no canto o instante brindou-me com uma música que condicionou toda a minha entrega e a minha entrega despoletou no meu espírito algumas dúvidas e as minhas dúvidas traíram-me as intenções e as minhas intenções revelaram-se em palavras desbocadas, e este atrevimento estragou a magia!
- Pareces uma Índia com esta luz !
E no canto a tua observação transportou-me para imagens que alteraram o meu desejo e o meu desejo cambaleou surpreendido e a minha surpresa inibiu-me o apetite, e esta ausência de fome quebrou o encanto!
- Se falo melindro-te!
E a luminosidade misturou-se com cores que não gosto, e o luar derreteu-se numa cera sem aroma, e o tempo esgueirou-se num adeus que me arrasou!
- (…)
 
- Estou magoada, magoada, magoada, magoada, magoada, magoada, magoada…
 
 

Inventado por alexiaa às 20:55
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Quarta-feira, 12 de Setembro de 2007

Porque as vezes apetece-me ouvir-te…

(...)

Inventado por alexiaa às 12:19
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Segunda-feira, 3 de Setembro de 2007

“O Amor que a vida me deve”

-Anda!
A mão conduziu-me…os meus olhos abertos de espanto estavam no entanto vedados pela total ignorância do destino!
Isto é paixão…caminhar as escuras transportando no peito um palpitar quente mas sempre confiante.
 
A sala estava escura, a piscina calma e maliciosa humedeceu-me o querer…
 
-Toma!
O copo semi cheio apareceu na varanda do nada, o brinde teve o som dum piano, a tua voz relatou historias passadas e …embarquei mais uma vez na tua dança!
Isto é dedicação…beber não interessa o quê na companhia duma lua encomendada por ti, absorver enlevada momentos íntimos só teus e senti-los como nossos!
 
Os beijos rolaram sôfregos, o silêncio secreto e proibido incandesceu-me o sangue…
 
- Entra!
A água parecia não penetrar totalmente no meu corpo, os teus braços circundaram a minha cintura, o meu pescoço largou-se para trás e…aceitei flutuar a dois!
Isto é desejo…guardar espaço para a tua invasão lenta, abandonar-me ao instante de forma decidida e um pouco louca, ondular ao teu sabor e senti-lo como meu também!
 
 
Se isto fosse um caso real…certamente que ela abrilhantaria a história rocambolesca com uma queda monumental posterior que incluiria uma toalha seca e alguns pirolitos.
Nessa altura ele abria a boca deslumbrado com tamanha trapalhice, soltava uma gargalhada sonora e lembraria o facto para sempre!
Ah…mas isso seria… Amor!
 
 

Inventado por alexiaa às 21:33
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