Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007

As falas são sempre dele!

- Faz-me um strip!
Sorrio. Viro-lhe costas e caminho decidida mas apreensiva! Que musica escolher, que saia vestir tendo em conta que já perdi metade da roupa, como fingir a sensualidade típica dum strip?!
(Aproveito o teu tempo característico para correr aos “bastidores”)
O nervoso miudinho acaba por funcionar a meu favor, quanto mais depressa começar mais cedo entro na personagem…
A música dispara, a luz ténue afoita-me, o teu sorriso agita-me!
- Dança para mim!
Movo-me desastradamente, penso em desistir, deito-me em cima de ti numa tentativa descarada de te subornar.
Impões-te com um olhar incorruptível.
Levanto-me dengosa e caminho para trás lentamente…fecho os olhos e movimento os ombros!
O refrão transborda sensualidade, eu solto o corpo e a mente numa necessidade magnética de o acompanhar.
Devagarinho esfrego as mãos pelas coxas e descaio-as enrolando a saia nos dedos…
Enfeitiçada pelo teu desejo percorro-me toda, incitada pela tua boca lambo a minha!
Acometida duma excitação repentina e imparável dispo-me.
Puxas-me…Esfrego-me em ti!
- Agora danço eu!
Condicionas-me os movimentos…enrolas-te em mim, enrolas-me em ti!
Tocas-me o peito que sem pudor anseia pelas tuas mãos, mexes-me, não te mexo!
E torces-te num oscilar perfeito…e torço-me numa aflição ofegante!
- Agora dançamos os dois!
Balançamos colados…transpirados e ansiosos, descontrolados e quentes!
Pões-me em pé, encostas-me à parede, levantas-me as pernas!
Sussurras-me palavras intraduzíveis de tão intimas…
Compreendo o prazer recíproco quando sinto o teu arfar acelerado!
E danço, danças…dançamos!

Inventado por alexiaa às 11:03
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Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007

Sem terceiras intenções:)

Recentemente perguntaram-me sem grande interesse na minha resposta por a acharem evidente, se não era bom mergulhar sem medo de morrer.
Assim que a pergunta foi disparada não evitei “musicalizar” a ideia com um tema da Mafalda Veiga por quem sempre nutri uma verdadeira embirração só justificável com o tom monocórdico com que entoa letras genuinamente bonitas!
De facto é estonteante a sensação de vertigem que me assola sempre que considero avançar para certas situações sem temor das consequências, sem a precaução própria de quem um dia já esteve lá.
Recentemente tenho-me deparado com varias situações de verdadeiro abismo e não tenho como negar um frenesi diabólico que me põe o sangue a fervilhar de maneira absolutamente desconcertante e que me incita a análises à partida desnecessárias de tão previsível que sou!
Busco e rebusco empecilhos para a espontaneidade, ardilosamente transformo um simples querer apaixonado numa carência banal e diminuta, desconfiada caminho para o desconhecido e acabo por castrar uma entrega que se quer inteira e genuína, desinteressada e desprotegida das tais mágoas que fala a canção!
No entanto acredito!
Seguir o desejo impulsivamente é uma tentação deveras excitante, escarrapachar ao outro uma vontade louca de estar junto sem recear fragilidades faz-me sentir viva, bradar cheia de garra que quero conquistar acelera-me as batidas cardíacas e dá-me a certeza que desta forma não há como falhar!
No entanto retraio-me!
Antecipar um gesto de rejeição é assustador, supor do nada uma resposta negativa ajuda a prevenir semanas e semanas de tristeza, silenciar recatadamente palavras audazes e sedutoras dá-me uma sensação falsa de segurança!
Ai…mas eu sou mesmo uma taralhouca…e no meio de tantas dúvidas não admito falhar, não me permito adormecer sentidos inatamente fervorosos, deixo sempre emergir a audácia que é crer sem defesas…não tendo medo de naufragar!!
 
Este texto é para ti!
Para ti...porque me fizeste a pergunta sem perguntar!
Para ti que soubeste de forma inesperada traduzir(me), que me permitiste ouvir-te…calado!
Pelos silêncios partilhados, pela recente conversa, pela “desdunez” improvisada…
Um beijo especial!
 
música: Se não tiveres som...escuta este silêncio:)

Inventado por alexiaa às 17:52
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Domingo, 26 de Agosto de 2007

É calor a mais:))

O nervosismo aumenta quando o telefone apita e leio-te apressada.
Precipitada sinto um descontrole nas mãos, um leve tremor nos lábios, um crescendo calor que me irrequieta o corpo todo!
Coço-me toda possuída por um irritante ataque de ansiedade e bato o pé numa tentativa desesperada de não sucumbir ao choro!
Venço as lágrimas mas não evito um leve trincar na boca, um gesto compassado que me faz sentir autista, uma fúria que não reconheço!
Não há outra altura para escrever este tipo de coisas, estou cansada e penso deixar este texto a meio mas sei que nunca conseguiria acaba-lo por total incapacidade de traduzir fora de época um sentir tão agastado com o deste instante!
Faço um esforço por acalmar e revisto situações passadas em que utilizei o calor do momento para tirar ilações sobre determinada situação. Nunca fui bem sucedida, acabei sempre por me sentir injusta e imponderada.
Dói-me a cabeça, não consigo ouvir barulho…sinto a visão turva, o coração encolhido, as mãos suadas …
Endureço o olhar sem saber porque e estico-me na cadeira de forma provocadora.
Sofro cada vez menos, discirno a música apropriada, ilumino o raciocínio!
Desaperto a alma quedada…seco a humidade atrevida!
O telefone apita novamente e leio-te tolerante.
Prudente decifro-te como me dá jeito…
Acalmo as ganas e finalmente choro pacífica e conformada!
 
 

Inventado por alexiaa às 20:15
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Sábado, 25 de Agosto de 2007

Sem remédio antevejo liberdade!

O passado por vezes assusta-me.
Reclamo quando desperto com o teu abraço aqui cravado, insurjo-me perante a impossibilidade de te sacudir da alma, zango-me nas noites em que o teu beijo passa de morno a ardor enterrado nos meus lábios!
As lembranças cansam-me.
Quebro sempre que acordo envolvida nos teus toques, desfaço-me em lágrimas impotentes na ausência do teu consolo, cedo ao pranto convulsivo sempre que percebo a impregnação constante que és na minha vida!
O medo, o cansaço…descambam sempre em serenidade!
Porque os teus braços são recentes, o teu cheiro acalma-me, os teus beijos são tão ternos e confortáveis que de repente o desassossego abranda, a alma amaina, as lágrimas silenciam e escorrem descontroladas por cima dum sorriso sereno e privado.
A aparente paz que as tuas memórias trazem deixa-me louca, desesperadamente vacilante, banhada de receios estranhos e de pressentimentos raros.
De repente encaro que a mansidão é virtual, que o passado jamais será um presente, que os momentos em que te sinto ainda aqui tenderão a desfazer-se, que a confusão constante que sinto desgastam-me a juventude, a alegria que foi desejar-te, o privilégio que foi conhecer-te!
 
Ai doce, tenho tanto medo de fazer doutra forma a viagem que um dia nos prometemos!
 
 
 

Inventado por alexiaa às 01:18
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Sábado, 18 de Agosto de 2007

Titulo citado: Regurgitando palavras!

As vezes fico atordoada com os problemas dos outros.
Vidas enredadas em dificuldades duma simplicidade incoerente, dramas exacerbados por mentes complexas, complicações provocadas por falta de descontracção.
Olho à minha volta e incomoda-me a ruga na testa que me surge sempre que observo alguém ser arredia perante um gesto de espontaneidade, sempre que vejo os outros constantemente de pé atrás com a vida, sempre que pressinto pessoas desconfiadas com o dia seguinte sem motivo para tal!
Sei que há obstáculos duros, azares incontornáveis e contratempos inesperados mas sei também que há pessoas pouco gratas e rezingonas, alminhas que nos sugam a vivacidade e da quais deveríamos ter o bom senso de eliminar do nosso dia a dia!
Existe uma estirpe de deprimentes que teima em orbitar ao meu redor alimentando-se dum desaire ocasional, regozijando-se com um período menos favorável, insistindo em ensombrar a minha decisão assumida de ser uma não te rales hoje, de protelar a preocupação para…quando já não existir outra solução!
Hoje estou abespinhada com a complexidade de criaturas que não respeitam a minha total indiferença pelo lado sério da vida porque hoje, neste exacto momento não quero nem saber de gravidades, não estou nem aí para ralações, não me interessa nem um pouco juízos de valor sobre a minha aparente ou não futilidade!
 
 Ok, estou numa fase simplista, os meus reais problemas prendem-se com o melhor horário para arranjar as mãos, a minha dificuldade maior é conjugar solário com a caipirinha ao fim da tarde, a minha grande duvida é entre a rádio romântica e a orbital (fase kitsch).
Sim, estou numa altura difícil do mês onde por muito que tente não penso e onde a minha grande convicção é que a maquina que tira imperiais é bem mais útil que o famoso robô de cozinha que anda na boca do povo, que o vodka caramelo é a grande invenção do século, que o cor de rosa calhou e que vou tratar este atordoamento com um liffting revolucionário!
 
música: Para o homem do leme:)

Inventado por alexiaa às 18:31
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Quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

Nunca fui grande apreciadora de sexo em jejum…acho que o motivo era este!

Passei o dia com o nariz enfiado naquela preguinha que esta ao cimo dos braços…
Enquanto houve luz fiz mil e uma manobras para o evitar, tentativas para o disfarçar mas quando me recolhi a usufruir o que sobrou de ti, a saborear a lembrança da tua língua por mim inteira, estourei a adrenalina acumulada e desapertei a contenção mínima exigida por lei!
Sem regras de comportamento rocei freneticamente o narizito pela prega e inspirei-te sequiosamente como se não houvesse amanha.
De repente parece que enlouqueci…pus aquela musica marada que me “ofereceste” e levantei os braços para cima dando as mãos. A cabeça deixou de me obedecer, alias, isso já há muito que aconteceu mas naquele instante movimentava-se mesmo endiabrada instigando o corpo a movimentos bamboleantes!
Para a direita e para a esquerda…olhos fechados e sempre cheirando, para cima e para baixo…dentes cerrados e o mínimo de expiração!
Dum momento para o outro não resisti a abrir os lábios na zona onde te instalaste de pedra e cal e mordisquei-me ligeiramente…aquilo lixou-me! Era como se estivesse a contaminar com o meu sopro a verdadeira essência desta paixão instável, como se tornasse impuro com o meu hálito o verdadeiro aroma do teu desejo por mim!
Zarpei com a boca dali para fora e deixei de te invadir não fosses fugir-me…Trinquei a língua desaustinada e ordenei as mãos que se desencaixassem e se encaminhasse para o meu peito!
Pior a emenda que o soneto, aquele esfregar sensual no lugar que marcaste encurralou-me numa ânsia incontrolável, aquele tocar-me fogoso nas covas que usurpaste aqueceu-me a pele e chamei baixinho o teu nome!
Como previsto as pernas cederam.
(Será que se abriram receptivas a contactos básicos e ao orgasmo calculado ou desabei atemorizada e conformada com este desconcerto químico que amanhece comigo?!!)
 

Inventado por alexiaa às 00:17
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Domingo, 5 de Agosto de 2007

As duvidosas aspas…Invenção?! Outra que não eu?! Para outro que não ele?! Um coração enorme?!

“Apetece-me escrever-te pela primeira vez!
Passei revista ao pouco tempo que estas presente na minha vida e apercebi-me que já escrevi sobre a doce descoberta que és mas nunca escrevi directamente para ti.
Ponho um som que te identifique e relaxo os ombros para o fazer sem pressões, para o fazer de forma natural e muito devagarinho, exactamente da forma como conquistaste algumas partes dos meus dias!
Procuro uma palavra para te definir e não surge, sorrio ao tentar explicar-te ao meu coração e não decifro as acelerações que me provocas, inquieto-me quando a musica chega ao refrão e não concebo o fim da nossa dança…por enquanto!
És um espacinho delicioso e quase secreto, um descanso terno dentro dum delírio que já me massacrava, um odor novo que renova a minha pele de maneira desconcertante, és um vislumbre apetitoso dum presente a ser vivido sem ânsias num futuro inevitavelmente banal!
As vezes acho-te pouquinho, sinto-te escasso em horas que me apeteces para sexo, ausente quando te preciso para conversar trivialidades, desprendido quando insinuo carências imaturas e distante quando te quero para me embalar o sono!
Mas de repente e de tempos em tempos irrompes num timming inigualável, com um ar seguro que me provoca gargalhadas renovadas e esquecidas, trazendo uma dedicação que me faz esconder a cara entre as mãos de timidez, carregando uma energia tão suave e bondosa que não resisto a absorver-te em excesso de forma a recolher de ti o máximo possível para os outros…de tempos em tempos!”
 
As duvidosas aspas…Será que ainda queria estar noutro lugar?!
 

Inventado por alexiaa às 20:39
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O minimo sobre mim

Estas são as Ultimas

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Revivendo uma invenção!

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