Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

Sem folêgo para o resto...

Ontem vi-te!
 
Fim de tarde.
Estava aborrecida, irrequieta, com uma ansiedade inexplicável e insatisfeita com as horas que espreitavam a minha noite!
Comprei cigarros, enchi o depósito e segui sempre em frente à procura de sossego.
Não me recordo do caminho que fiz, agora visualizo-o recto mas tenho a sensação de que andei em círculos, sei que não me desviei mas tenho a impressão de andar as voltas.
Dei por mim parada fora do carro. Com os olhos pregados onde te imaginei milhares de vezes, no lugar onde sempre sonhei reencontrar-te, no instante em que sistematicamente regressas à minha vida, à nossa vida!
Pensei na falta que me fazes, na confusão que é vaguear pelos dias tendo a certeza que não volto a aninhar-me no teu pescoço, no sofrimento que é não contar com o teu afecto, com o teu querer desmedido!
E esqueci um mundo inteiro. Chorei porque por momentos tudo me pareceu descabido, chorei porque de repente a tua ausência ficou irremediavelmente insuportável.
No meio do desespero chegou o afago…um calor de conforto abraçou-me por trás e solucei de alívio.
Apertaste-me com mais força, pediste-me de voz doce que não chorasse mais, prometeste não despegar mais de mim, juraste arrancar-me a dor e devolver-me a serenidade!
Amei-te mais do que nunca…foi como se confirmasses um amor do qual nunca duvidei, foi como se reiterasses um desejo doido que sempre fez parte de nós.
Devagarinho fui acalmando. Usufrui da tua voz e das tuas palavras, saciei a fome que tinha da tua respiração inconfundível, rendi-me à saudade que tinha de ti e deixei-me estar sem me preocupar com o cair da noite cada vez mais evidente!
Passaram horas…há muito tempo que as horas não passavam de forma tão macia…
E beijei-te, abracei-te, consumi-te de mil e uma formas, dividida entre a crença nas tuas promessas e o receio num futuro imprevisto e desumano!
E voltaste comigo para casa. E deitaste-me na cama para me desafogares as dúvidas, para me compensares os receios!
Nesta altura já sabia da verdade…estavas ali só porque te quero ainda muito, estavas ali porque não há mais nada que possa fazer para deixar de te querer, estavas ali porque não suportas sentir-me “morrer”!
 
 
 
 
 

Inventado por alexiaa às 20:06
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Domingo, 24 de Junho de 2007

Meme...

 

Ainda não recomposta daquilo do TBA e eis que duma forma científica e formal sou desafiada para dar continuidade a uma coisa intitulada “meme”.

 
Para evitar a enxurrada de perguntas que dominaram a zona de comentários da outra vez, lembrei-me de tentar explicar o que é um "meme" sem a canseira que é ler a definição que prolifera em vários blogs.
 
A explicação que o autor do desafio me fez em "tom" mais light agradou-me de sobremaneira e assim sendo resolvi transcrevê-la: "A interiorização do conceito de "meme" pode não ser fácil, mas podes pensar nele como uma "máxima", um "mote", algo que tenhas lido, visto ou ouvido que de alguma forma te fez parar para pensar, no qual vislumbraste alguma verdade, ou te tenha feito maravilhar pelo poder do seu conteúdo".
 
Como complemento a esta versão ouvi algo que somado à justificação anterior tornou possível a coerência deste post.
 
Segundo o PA:), da mesma forma que um gene identifica determinada característica duma pessoa o "meme" pode ser associado a uma espécie de gene que identifica certos comportamentos!
 
E aqui a ideia começa a agradar-me. Porque não há frase nenhuma que me tenha marcado, não há palavras que retenha de forma avassaladora, e não tenho "máximas" que me façam maravilhar pelo conteúdo mas acredito num gene interior, hereditário ou não que tenha condicionado uma mudança no meu comportamento a determinada altura da minha vida.
 
Abrindo um pouco mais a cortina do espectáculo que é a minha existência:), o gene (meme) que estava adormecido numa sexualidade mal amanhada foi redescoberto inesperadamente fazendo-me parar para pensar e maravilhando-me pelo poder do conteúdo.
 
De um pensamento limitado, comportamento retraído e de uma frigidez assimilada, desnudei (acho que esta encaixa aqui na perfeição) ideias, libertei atitudes, e aqueci…o corpo!
 
Nada nos últimos anos me surpreendeu tanto como este desabrochar:))) sexual, nenhum conteúdo de livro ou frase condicionou tanto as minhas atitudes como esta descoberta física que para ser sincera me proporcionou momentos de prazer muito superiores a qualquer frase de Aristóteles ou Fernando Pessoa!
 
Tentei sintetizar esta ideia numa frasezinha poética e filosófica mas o que me surgiu não me pareceu apropriado.
 
Resta-me pedir a não sei quantos blogs que equacionem dar seguimento a esta “corrente” virtual.
 
São eles (E aqui ainda não sei quantos vão ser):
 
The Day After: (Sei que é quase inexequível para ti este desafio mas também sei que não recusarás um pedido da princesa Alexia)
 
Cuotidiano: Sei lá…vi o prémio “Coisa não pensante” e apeteceu-me ler esta versão.
 
Oxigénio: Ah SHS…pago-te uma margaritta se fizeres:).
 
Tirosnoescuro: E a ti um daquele “tal”.
 
Pensamentos Da Alma: Igara…quero muito este “meme”…muito mesmo:).
 
 

Inventado por alexiaa às 17:32
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Quinta-feira, 21 de Junho de 2007

Falo dum momento…

 
Seguro-te trémula, dividida entre o bom e o estrondoso…indecisa entre a gargalhada e o sorriso!
Tenho-te a endoidecer-me a cabeça de forma pegajosa, a cansar-me o corpo de maneira invasiva, a consumir-me vislumbres de paz sem piedade!
Paro para respirar enquanto escrevo e sem evitar sentir, desvio a camisola do ombro para o embeber com um choro descabido e desaustinado…pareço doida!
Sei que te seguro, sei que te tenho, duvido se te apago…se te dispenso!
 
Oscilo de olhos fechados entre o alento e a resignação…desespero ou anseio, procuro-te ou sufoco-te?!
Alastras por mim inteira de forma pertinente, sugas-me a energia, arrancas-me a sanidade encurralando-me num tormento que me dilacera a alma!
Tento controlar-me sempre que chegas desta forma e obrigo-me a uma pausa onde me abraço em solidão, onde quebro de medo…estou doida!
Estou certa que não quero abdicar, que qualquer dor é preferível ao vazio na minha mente, que conceder-te alma mais sossegada para povoares está eternamente fora de questão.
 
Não amor…não falo de ti!
 
música: everything but the girl

Inventado por alexiaa às 20:10
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Domingo, 17 de Junho de 2007

Atrasada mas a saturação não me permite cumprir prazos!

Esta coisa dos blogs é trabalhosa e eu sou preguiçosa por natureza.
 
Esta introdução serve para dizer que em certas coisas sou um animal de hábitos e tenho uns quantos blogs que visito assiduamente e neste grupo só varia o numero de vezes que os comento!
Uns leio por vicio e não dou sequer um ar da minha graça, é aqueles que não gosto mas dos quais já sinto dependência.
Outros leio e comento com facilidade, ou porque o tema não me causa dificuldade de raciocínio, ou porque nutro simpatia pelas pessoas e quando assim é, tudo é mais fácil!
Há ainda aqueles que demoro a comentar porque me exigem uma concentração e uma reflexão enormes e vou “esticando” o momento de lá “palpitar” até sentir que é já inevitável!
 
Esta segunda introdução existe para comunicar que o Pedro Alex do blog “O dia seguinte” achou que a Alexia do Reinvenção era adequada para ser distinguida com aquela coisa dos TBA. Sei que para ele estas coisas significam o mesmo que para mim e neste caso em particular o âmago da questão é a espécie de miminho com que nos presenteamos uns aos outros porque como é lógico e a ver pelos blogs ocos detentores do famoso selo, o verdadeiro sentido da coisa há muito que se perdeu!
Assim sendo acolho aqui com muita ternura a atribuição dum dos meus “blogueiros” preferidos dando primazia à forma principesca como por ele sou tratada:) e sigo para o desenvolvimento das introduções onde explico a minha única retribuição do TBA.
 
Há muitos blogs que me fazem pensar, os tais que exigem de mim ponderação e meditação mas quando sinto que me vou desgastar mais a lê-los do que a descontrair-me confesso que fujo deles como o diabo da cruz (eu sei, é um defeito profundo) o que acabou por limitar muito a minha escolha nesta “entrega”.
Depois de pensar q.b., excluir os que já foram presenteados e os que me apetecia mimar, optei por referenciar o blog que deixo sempre para comentar por ultimo por motivos um pouco estranhos que só são perceptíveis a quem conhecer intimamente a minha personalidade, ou seja…ninguém! :).
“Ela” surgiu num dia em que estava menos mandriona e alguma coisa nas cores do blog prenderam-me a atenção. Não foca temas que eu domine mas apresenta-os de uma forma que me dão “fome” de dominar. Não transparece valores que partilho mas absorvo-os duma maneira “enciumada” porque gostava de os partilhar e de os cumprir. Não interagimos de forma cúmplice mas respeito-a duma forma conivente e pacífica, como se me revisse numa forma de estar e de viver que aparentemente nada tem a ver com a minha.
Tinha miles (Pedro, arranca-me esta palavra do vocabulário) de coisas ainda para dizer mas de repente comecei a pensar na música que queria colocar aqui e já me dispersei, nada mais se aproveitaria a partir deste momento.
 
 
 
Conclusão: 
 
E o TBA vai para:
 

Inventado por alexiaa às 17:24
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Domingo, 3 de Junho de 2007

Sem motivo...embirração gratuita!

Três tipos de “fêmeas” que me irritam nos blogs:
 
A primeira é a desinibida!
Das três esta ainda é a que melhor tolero porque de quando em quando tem rasgos de brilhantismo oriundos dum sentido prático que me é simpático.
Então porque consta a criatura desta lista? Bem, o facto de serem arejadas mentalmente e bem comidas fisicamente:) não deveria ser obstáculo para se candidatarem a um grande amor. Aborrece-me que de tão liberais que são teimem em bradar ao mundo o quanto o ele é secundário, que insistam em espalhar a mentes menos experientes que boas fodas são inconciliáveis com paixões mais duradouras, com arrebatamentos menos velozes, com afectos especiais e com homens que valham a pena!
As vezes a ler este tipo de blogs femininos assusto-me um pouco. Tenho a sensação que estou a ser posta entre a espada e a parede e que para poder apreciar o lado físico duma relação tenho de abdicar do lado mais…subjectivo da minha pessoa:).
 
A segunda é a boazinha!
Esta já me crispa um pouco mais. Os títulos dos blogs têm todos sonoridades ondulantes, as numerosas imagens são todas carregadas de dizeres filosóficos enjoativos e os posts são autênticas dissertações de quem se adora ouvir a ela própria e que não acredita numa palavra do que escreve.
Nunca se zangam, amam o próximo independentemente das bofetadas que levam, apregoam valores de moral altíssimos, possuem sempre boas intenções e curiosamente uma vez por semana caminham pela praia deserta (no verão e durante o dia) com os cabelos esvoaçando e inspirando um aroma qualquer verde que sinceramente não percebo donde aparece.
Estão em constante estado de graça sem espaço para mágoas nem raivas. Lutam constantemente contra a maldade das sonsas e falsas pessoas que teimam em estragar tudo o que aprendeu em livros de gestão de raiva.
Quando esporádicamente as leio descolo sempre os maxilares de tanto bocejo que dou mas as vezes sou surpreendida com um texto pequenino (de mesquinho e não de tamanho) e que me faz suspirar de alivio por perceber que afinal…sou de carne e osso!
 
A terceira e última é a (In)segura!
Confesso que esta me tira do sério e me faz por  vezes “persegui-la” das formas mais maquiavélicas de que me lembro.
É relativamente culta, não é feia de todo, têm uma independência financeira agradável, frequenta o ginásio e angaria “amigos” com relativa facilidade.
E a partir daqui nada mais se vislumbra a não ser a queda de tudo o que referi no parágrafo anterior. Os amiguinhos que conquista, deslumbram-se de início mas aborrecem-se com facilidade. É que ela têm o hábito de ser indiscreta e não resiste em deixar comentários onde revela sempre quão profundo é o conhecimento com tiradas do género:” temos de beber outro café daqueles” ou “ adorei o telefonema que fizeste” ou ainda “ em privado já te mostrei a minha opinião acerca disso mas…”.
De vez em quando entra em depressão profunda e anuncia o fim do blog que nunca termina, “implora” atenção que não retribui, desdenha alterações de humor como se fosse a racionalidade em pessoa.
Quando ocasionalmente perco lá o meu tempo há sempre algo que me deixa estupefacta e com vontade de lá regressar para atentamente estudar o fenómeno exaustivamente! Ela faz o pino nas escolhas musicais, rebusca ironias e subtilezas que não concretiza por total incapacidade, força uma personagem confiante e pragmática e desperta-me sempre um sentimento piedoso quando concluo que se ela é segura eu sou…um rochedo!
 
 
música: Goldfrapp

Inventado por alexiaa às 23:41
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