Quarta-feira, 29 de Novembro de 2006

Primeiro Ano...

Estava decidido há já algum tempo que no dia em que este blog fizesse um ano iria apagá-lo!
A altura em que o iniciei foi uma fase muito especial na minha vida, em que sem me dar conta as invenções diárias de anos e anos começaram a tornar-se gastas, em que as noites de delírios fantásticos já não terminavam com a alma sossegada.
Inesperadamente perdi o sono e a imaginação, as horas passavam dolorosamente lentas e as minhas criações ilusórias escapavam contrariadas perante o meu desespero de não as conseguir agarrar.
Um dia sentei-me aqui e criei um blog…sinceramente nem sei onde fui buscar esta ideia, nunca tinha lido nenhum, só sabia da existência disto por ter falado superficialmente sobre o assunto com um amigo!
No momento em que me é solicitado um título a palavra surgiu de repente! Não pensei no assunto, foi imediato. Naquele instante percebi a urgência de recuperar as minhas fantasias em prol dum equilíbrio mental que estava de certa forma comprometido por saudades, duvidas, expectativas defraudadas e essencialmente pela ausência de sonhos!
O problema é que as histórias que inventava já não me serviam, a intensidade com que tinha vivido algumas coisas colocavam agora o target dos devaneios muito alto e eu tinha imperiosamente de me…Reinventar!
Não sei se isto é de fácil entendimento. Sei que o tempo aqui passado ajudou-me nesse sentido e hoje reaprendi a divagar antes de adormecer duma forma que me consola e ampara e sem a qual não sei definitivamente viver!
 
Faz hoje um ano que comecei a escrever para ti, para ti que não interessa se existes, para ti que me inspiraste em noites de solidão, para ti que valorizei sem me preocupar com o facto de o mereceres, para ti que um dia eras um e no outro eras outro, para ti…que de mentira ou de verdade fazes parte da minha vida de tal forma que se torna impossível neste momento apagar-te!
Talvez…talvez quando fizer dois anos…

Inventado por alexiaa às 16:32
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Terça-feira, 21 de Novembro de 2006

Afinal até quero...

Este é um frio de pavor, um arrepio que se instala com o receio de não voltar a sentir-te transpirado, um formigueiro que me assusta de tão sentido que é!
No entanto estou bem! Não quero de todo que te preocupes…
Estou gélida, estremeço sem o desejar sempre que me foge o calor das tuas mãos, sempre que se ausenta o ardor do teu beijo imenso!
Não te inquietes, não te consumas…
Mal suporto estas falhas de temperatura bruscas, consome-me não saber como vou sobreviver as noites sem “febre”, as manhas impetuosas, aos dias abrasivos!
Aguenta, não sofras, não tentes…
 
Dói sentir-me perdida, amada mas não tocada, desejada mas não alcançada!
Magoa profundamente tentar “agarrar-te” e escorregares-me contrariado, almejar percorrer-te e escapares-me frustrado!
Estou incapaz de sobreviver a esta agonia, mal resisto a estes dias…
 
Preocupa-te comigo, inquieta-te, consome-te de dor, sofre por nós…tenta arduamente…regressar!!!
 

Inventado por alexiaa às 19:38
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Quinta-feira, 16 de Novembro de 2006

Convocada a...

Tenho a mania (ou seja, o habito horrível) de ter fases em que não quero falar com ninguém.
São momentos estranhíssimos em que o simples toque do telefone me incomoda, os problemas dos outros cansam-me, as histórias alheias são-me indiferentes, o preocuparem-se comigo aborrece-me de morte!
 
Tenho a mania que sou uma grandessíssima cabra.
A verdade é que ainda não decidi se isto é uma mania que se me meteu na cabeça ou a pura realidade. A pose não é simpática, o convívio nem sempre ameno, mas compenso nos dias difíceis do mês em que choro sentidamente com um simples anúncio de televisão para pensos higiénicos!
 
Tenho a mania de…ora, isto não vai ser fácil de explicar mas é algo muito ao jeito do Jack Nickolson em “ Melhor É Impossível”.
Se puxo o elástico da cueca para o lado direito…tenho de puxar também o lado esquerdo. Se mexo os deditos dum pé para o desentorpecer, o outro fica inquieto se não leva o mesmo tratamento…e por aí adiante!
 
Tenho a mania que sou desastrada.
Não sou! Os “acidentes” vem ter comigo. Nada do que me acontece é culpa minha.
 
Tenho a mania que a minha bexiga é de capacidade normal.
Não é! Sou constantemente confrontada com uma repentina vontade de fazer xixi. Infelizmente e como a mania é quase uma certeza, dou por mim nas situações mais estranhas que possam imaginar.
 
Tenho a mania de recusar este tipo de correntes.
Esta é um bónus, só me foram requisitadas cinco! No entanto há “Miúdas” irresistíveis:)!
 
 
 
 
 

Inventado por alexiaa às 21:11
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Terça-feira, 7 de Novembro de 2006

AP( Ou seja…a promessa!)

- Recita a cantiga que descobriste para mim.
- Já a sabes de cor, vamos antes brincar aos puzzles…
- Não. Quero ouvir-te recitar e sem isso não me encaixo!
- Isso é chantagem…
- Talvez, faz-me a vontade!
- Se eu fizer enroscas-te em mim e adormeces com a mão no sítio que eu gosto?
- Quem é agora o chantagista?
- Tu deixas-me outra hipótese? Já viste como és manhosa?
- É isso que quero ouvir-te recitar, o quanto sou fatalmente matreira para ti!
- Então vá…para de embirrar com os elásticos das tuas cuecas e aninha-te aqui…
- Combinado, recita com entoação especial o ultimo verso e prometo que estou sossegadita a partir de…agora!
 
 
“Eu tenho um fraquinho por ti
que me abrasa o coração
quase me arrasa a razão
a tua risada rasteira
põe-me de rastos, à beira
do enfarte da congestão
encharco-me em chá de cidreira
mofas de mim atiras-te ao chão
zombando à tua maneira
lá fazes a despedida
ao grupo que vai de saída
dos amigos da Trindade
mas no fim da noite, à noitinha,
tu ficas triste e sozinha
à procura de amizade
e como é costume teu
chamas o parvo que sou eu.

Afino uma voz de tenor
ensaio um ar duro de macho
quando estás na mó de baixo
quero ver-te arrependida
mas numa manobra atrevida
rufia, muito mansinha,
dás-me um beijo e uma turrinha
que me põe num molho num cacho
estremeço com pele de galinha
e gosto de ti trapaceira
da tua piada certeira
do teu aparte final
do teu jeito irreverente
do teu aspecto contente
do teu modo bestial
noutra palavra mais quente
eu tenho um fraquinho por ti”

Inventado por alexiaa às 19:16
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Quarta-feira, 1 de Novembro de 2006

Possivel comentar sem...divagar!

É estranho nunca teres lido para mim…instalares a cabeça confortavelmente no meu colo e sem pressa de viver, contares-me histórias de amores heróicos, sorrindo das semelhanças encontradas nas frases arrebatadoras, interrompendo o relato para um beijo vagaroso mas muito apaixonado!
Surpreendentemente nunca tive tempo para de forma preguiçosa narrar-te em tom delambido alguns textos que fazem as minhas delícias pelo tom sarcástico que possuem… pasmar-te com interpretações rebuscadas, com discernimentos inesperadamente racionais, com comoções imprevistas!
 
Por vezes penso que são lacunas como estas as responsáveis pela nossa história. Não pelo fim, não pela ausência, definitivamente não pela suspensão do amor!
São falhas dolorosas de aceitar, situações por esclarecer, inúmeros momentos por viver …espaços em branco para (graças a deus) poder completar!
São esperanças vãs, fantasias mil, desejos infindos…lugares vazios que me inspiram a sentir-te e a …sentir-te!
 
Ai esta saudade…como pode esta saudade sofrida ser a alegria da minha vida?!

Inventado por alexiaa às 00:18
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