Sexta-feira, 30 de Junho de 2006

Gosto dos Xutos...:)

Ter razão é definitivamente uma seca estrondosa!
 
Porque não podemos ignorar a verdade, porque não podemos entregar-nos ao "desculpa", porque não conseguimos encolher mais os ombros, porque não evitamos a censura e porque não nos permitimos a "infidelidade"!
Não estar certa é muitas vezes o meu mais secreto desejo. Não sei se isso terá relação com uma preguiça mental (e não só) que fui adquirindo com a idade mas lembro-me sem saudade das "lutas" que travei para provar pontos de vista e que hoje se revelam traduzidas numa atitude comodista em relação ao amor impulsivo, ao amor heróico!
É verdade que continuo conflituosa e embirrenta, não é mentira que tenho dificuldade em controlar o "calor" que em muitas situações me faz rebentar em ataques gratuitos (ou não) de mau génio, mas hoje, a menos de um mês de fazer uns curiosos 38 anos, falta-me a imaturidade doce que nos leva até ao fim do mundo só para termos a certeza que não está ali o amor da nossa vida, falha-me a ousadia inconsequente que nos faz correr em busca dum desfecho perfeito.
Hoje, ter razão é não deixar espaço de manobra para os "ses", é estar munido dum excesso de zelo que muitos dias me castra a impulsividade inocente, é olhar para o lado e não ter escapatória porque ter razão torna inviável ganhar algumas coisas!
E cansei-me a meio duma dissertação que prometia ser longa, os Xutos sempre tiveram em mim este efeito:)
 

Inventado por alexiaa às 02:10
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Quarta-feira, 28 de Junho de 2006

"Para te ter aqui"

 
Alice estava num beco sem saída. Por um lado ele era o amor da sua vida, o homem que a fazia perder a lucidez com ataques súbitos de paixão, mas por outro lado este amor estava a “queimar” o brilho que outrora emanava, a inocência de rir sem culpas, a alegria de viver sem a alma lacerada!
Quando se conheceram Alice era uma menina e ele apenas a fez mulher uns escassos meses impelindo-a forçosamente para um estado de velhice precoce que a prostrava agora numa letargia decadente sem força para acreditar que ainda podia vir a encantar-se e ficar encantada!
Lembro-me dos seus relatos. Chegava ao pé de mim com um rosto constantemente ruborizado, com os olhos transparentes do brilho que nascia do espírito entusiasmado e crescente! Debitava atabalhoadamente as conversas que tinham, e acreditava piamente que aqueles dias intensos de promessas eram o inicio duma cumplicidade eterna e única, garantindo-me inflamada numa cegueira enternecedora que nunca mais se sentiria amedrontada com a sensação de estar só rodeada de gente e barulho e convencia-me com um gargalhar musicado que ele ia achar-lhe graça para sempre.
Ás vezes notava-lhe uma preocupação que tentava disfarçar. Perguntei-me muitas vezes o que a fazia ficar sombria de repente e nas alturas mais flagrantes cheguei a confrontá-la directamente. Nessas alturas Alice desanuviava a contracção da testa e num sorriso mesclado de complacência limitava-se a encolher os ombros de forma a eu me sentir ignorante por não entender as flagrantes angústias dum amor tão profundo e absoluto.
 
Ai Alice…Conta-nos por onde anda agora o teu amor?! 

Inventado por alexiaa às 23:14
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Terça-feira, 27 de Junho de 2006

Abençoadas filoxeras que me invadem algumas manhãs!

Hoje acordei bem disposta! Quem me conhece sabe que isto é um acontecimento raro e que pode ser bastante intenso. Há até quem diga que é muito mais problemático lidar com estas minhas manhãs animadas e consequentemente enérgicas do que aprender a contornar a minha angústia matinal!
E hoje assim foi. Acordei caladita e bastante oca de pensamentos. Cirandei pela casa e de repente fez-se luz: Persistimos em certas coisas porque na maior parte das vezes nos é confortável não avançar, é preferível estagnarmos num momento e poupar-nos o trabalho árduo de acrescentar dados novos e não viciados à nossa existência!
Iluminada não sei até quando, resolvi usufruir ao máximo desta disposição e, determinada, rumei até ao único sítio capaz de me aguentar nestes esporádicos ataques vibrantes. Altiva e altaneira liguei a musica e dancei qual Shaquira em início de carreira em frente ao espelho até ficar roxa de cansaço. Enquanto gesticulava freneticamente apoderava-se de mim sorrateiramente e vagarosamente uma sensação de segurança, como se a imagem que estava reflectida naquele espelho fosse uma previsão positiva do meu futuro. Acreditem que nada teve a ver com o facto claríssimo de ser gira e jeitosa! Como num filme passaram-me cenas passadas e presentes, visualizei fundidas num futuro esperançoso dias de tristeza e dor, vi com clareza o vazio que muitas vezes sinto transformar-se agora no vazio alheio…
Foi bom. É bom futilmente abanar o corpo e consequentemente as ideias pirrónicas que se instalam na mente!
 

Inventado por alexiaa às 12:07
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Sexta-feira, 23 de Junho de 2006

Sinto-me esvoaçante…

Como uma pluma levantas-me do chão e envolves-me no teu peito.
Rodopias-me no ar e saio do meu corpo para viajar até ti…
Bolas, tenho saudades tuas!
De olhos fechados experimento a sensação única que são os teus dedos percorrerem a minha cara e pararem nos meus lábios impelindo-os delicadamente para se entreabrirem…
Caramba, sinto a tua falta!
Desabo em lágrimas quando olho para os meus braços arrepiados e sozinhos.
Dói-me o peito quando encosto a cabeça ao ombro que sem querer abandonaste…
Como uma pena pegas-me ao colo e fixas-me o olhar.
Sem palavras pedes-me que espere e sem responder pergunto-te que mais hei-de eu fazer…
Meu Deus, Isto não passa!
Como num sonho as tuas mãos divagam em ritmo alucinado pelo meu corpo e invocam desejos passados, devaneios irrepetíveis, momentos em que esquecidos de tudo planeámos entregas sublimes…
Socorro, ainda preciso de ti!
Choro silenciosamente quando chocada sinto o peso da solidão.
Em pranto caio de novo ao chão e conformada percebo o quanto duram pouco certas sensações!

Inventado por alexiaa às 22:25
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Quarta-feira, 21 de Junho de 2006

Após um programa de televisão…

São os homens que têm acessos de virilidade com os carros ou somos nós que só viramos a cabeça a partir dum certo...tamanho?!


Inventado por alexiaa às 16:32
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Segunda-feira, 19 de Junho de 2006

Ás vezes…

Ás vezes durmo tão profundamente que perco o teu corpo e é nessas alturas que conquistas o meu em abraços íntimos e carícias impróprias!
Muitas noites o sono apanha-me desprevenida e percorro desnorteada o teu lugar em busca da tua pele…nesses segundos intranquilos és tu que harmoniosamente me tocas com uma destreza indecorosa que me amaina o desvario e simultaneamente me exalta os sentidos!
Certas madrugadas não desperto como estou habituada, abandonas os meus sonhos e vencida pelo cansaço esqueço que existes…Ainda bem que “ali” estás. Ainda bem que nesses momentos entrelaças as tuas pernas nas minhas e me envolves em afagos lúcidos e quentes que tão depressa me excitam como me pacificam a alma fazendo com que me renda e me entregue duma forma que ainda hoje duvido ser possível!
Gosto de te perder na escuridão, adoro que te “soltes” das minhas fantasias nocturnas…Porque encontras sempre forma de me encontrar, porque sabes de cor os encaixes que me sossegam, os toques que preciso para perceber que por mais profundamente que durma estás sempre ali, sempre pronto a lembrar-me o quanto é inexplicável a sensação de arrepio que ainda hoje me…despertas!
 
O que é que te mantém por aqui?!

Inventado por alexiaa às 16:52
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Quarta-feira, 14 de Junho de 2006

Sentimo-nos...

À medida que falamos vou escrevendo…a solidão é o tema!
 
Sinto-me só quando não estamos em sintonia.
Sinto-me só quando eminentemente prevejo o afastamento.
Sinto-me só quando não evitas “escorregar-me” da alma!
 
Despedimo-nos e volto para te escrever…a desilusão é o mote!
 
Sentes-te desiludido quando não me importo.
Sentes-te desiludido quando reitero a indiferença.
Sentes-te desiludido quando me sinto só!
 
Penso em “nós” e duvido que isso exista, eu vivo convencida que a solidão que sinto atenua com a desilusão que desperto!

Inventado por alexiaa às 13:31
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Segunda-feira, 12 de Junho de 2006

Ops…Agora é que elas se vão enfurecer...

 
Sem grandes preâmbulos senti necessidade de divagar sobre um tipo de “raça” que me apercebi existir no mundo dos blogs.
Fascina-me uma espécie de máfia feminina que por aqui “habita” e que me causa alguma estranheza pela forma como “venera” o sexo masculino.
Sempre fui adepta da ideia que as mulheres são as maiores inimigas delas próprias e estou certa que este texto vai reiterar esta ideia, mas enjoo-me de mim própria quando ando encasquetada com alguma coisa durante muito tempo e não a partilho com alguém.
Elas até me lêem, disso não tenho a menor dúvida mas o que me causa estranheza é a maneira declarada como se sentem intimidadas com a forma como as considero e que subtilmente não consigo deixar de insinuar!
Eu gosto de encalhadas! Daquelas que nem o Katrina desencalha de tão convictas que são…Encalhadas por opção, seguras duma escolha, sem problemas de auto estima, borrifando-se para julgamentos alheios!
Eu não gosto de encalhadas desesperadas! Daquelas que são feias de tão mesquinhas…Encalhadas porque ninguém lhes pega, atormentadas com o passar do tempo, arrogantes por despeito, obcecadas por juízos de valores!
Ás vezes perco-me em “testes” a esta segunda raça de encalhadas. Nunca nenhuma me surpreendeu…são umas insípidas recheadas de teorias, umas intelectuais sem sagacidade, umas entediantes criaturas que se limitam a espalhar comentários deslavados e que ainda não perceberam o quanto aborrecem o sexo masculino de “morte”! Mas elas lá se vão multiplicando como os cogumelos, formam um “bando” unido e fiel e dedicam-se a fazer reverências enjoativas na esperança de alguém um dia destes do sexo oposto (ou não) se sentir tão desesperado quanto… elas!

Inventado por alexiaa às 21:39
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Sexta-feira, 2 de Junho de 2006

Decidam-se!

Os gajos conhecem-nos e fascinam-se com uma personalidade forte e uma vida própria e social intensa.
 
“Que gira, é super activa, impossível de dominar, um furacão de energia e um mau feitio que me dá adrenalina como eu nunca pensei sentir por uma mulher!
Sair com ela é um prazer, a mulher é gira, jeitosa e ainda por cima têm neurónios, dá para ter um jantar sem silêncios constrangedores por falta de tema!
Acho-lhe um piadão…é execrávelmente deliciosa, sedutoramente surpreendente, conflituosamente atractiva, problematicamente magnética, ligeiramente traiçoeira (o que estimula o meu lado mais conquistador) e atraentemente instável!
Têm um grau de exigência que me enlouquece, uma intensidade que me cansa, uma espécie de sarcasmo que me destabiliza, um jogo de cintura que me entontece e umas incertezas que me põem desvairado!
Nuns dias é um doce de criatura, noutros azeda e brusca!
Nalguns momentos é cândida e perfeita, noutros completamente leviana e desastrada!
Quando a conheci a minha vida virou do avesso…apaixonei-me perdidamente por esta mulher e fascinei-me com esta espécie de rebeldia indomável que tanto sentido deu à minha vida!
Enfim…ela é uma canseira absolutamente vital para que eu possa ser feliz!
P.S: Para que não pensem que sou um gajo pouco físico, deixem-me dizer-lhes que no sexo é…o aroma que me completa, o encaixe sem folgas, a musica que eu gosto de ouvir e de dançar, a excitação que nunca julguei possível”
 
E não é que depois disto tudo nos querem mudar?!
 

Inventado por alexiaa às 17:11
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