Quarta-feira, 31 de Maio de 2006

Enfim...

Sentei-me e fechei os olhos em repouso brando. Pretendia “chamar-te” para o meu colo e perguntar-te por onde tens andado, o que tens feito, com quem tens partilhado os teus dias, com quem tens sonhado nas tuas noites!
“Chegaste” de mansinho…surpreendeste-me com um olhar esperançoso, expandiste o ar que respiro, adocicaste os meus beijos, amainaste a minha inquietação, alentaste o meu futuro que passou a ser o nosso para sempre! Nesse instante calei as perguntas, absorvi as sensações que me estavas a transmitir e consumi com ânsia a ilusão mais verídica que existe: Sim, ficamos juntos sem sombra de dúvida!
Ainda sentada senti a tua festa suave no meu rosto e tombei a cabeça para a encostar no meu ombro…era a forma silenciosa que tinha de te pedir para não te desvaneceres da minha memória, a única maneira de combater o embargo da minha voz e fazer-te sentir que tenho pavor de viver sem as lembranças bem profundas que acumulei para delas me poder “alimentar”.
Interpretaste na perfeição aquele gesto, sempre traduziste os meus gestos sem enganos…Respondeste com dois beijos nos meus olhos que permaneciam fechados e também eu entendi a quietude que me estavas a querer passar, a certeza que me estavas a dar de que jamais voaria da minha alma o que nela entranhaste para sempre.
Abri as pálpebras e já não estavas ali…fiquei a ver-te afastares-te da mesma forma que chegaste, mansamente e sereno!
Ainda lá estou sentada, já não preciso de fechar os olhos para te ver voltar!

Inventado por alexiaa às 20:29
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Segunda-feira, 29 de Maio de 2006

Um dia do melhor!

 

 

A minha princesa fez no sábado a 1ª comunhão e numa correria desenfreada fez também a apresentação da peça de teatro que ensaiou durante o ano lectivo!
Vamos por partes porque além de não haver muita coisa (diria mesmo nenhuma) em comum entre as duas, seria confuso descrevê-las em simultâneo: A família reuniu-se por volta das 16h numa excitação própria de quem está habituada a estas lides e rumou freneticamente para a igreja onde a acção se ia desenrolar. A primeira surpresa foi o dito local…uma igreja pequena demais para tanta gente onde um terço das pessoas estavam sentadas e as restantes ficavam em pé mal conseguindo visualizar os “anjinhos” que ali as tinham levado!
Ultrapassado o problema e instaladas os atrasados numa zona lateral, começa a cerimónia desejada! O calor era muito, mas o orgulho de ver as crianças tomarem pela primeira vez a hóstia sagrada fazia com que nos rostos estivesse espelhado um ar corajoso e o silêncio não teve de ser reclamado pelo Padre de serviço iniciando este num ambiente de paz a dita festa religiosa.
Quinze minutos passados o cenário altera-se bruscamente. O padre embrenhado num discurso intenso resolve dirigir-se aos catequizados e questioná-los sobre o motivo de ali se encontrarem. Eu quero acreditar que as respostas erradas, os risinhos despropositados e a ausência de palavras se deviam aos nervos mas a realidade é que os putos não acertaram uma direita e os paizinhos começaram a agitar-se ligeiramente tentando disfarçar o embaraço com olhares complacentes. Escusado será dizer que quando o Padre já ligeiramente irritado pergunta à minha iniciada se os Apóstolos ainda estavam vivos e ela responde que sim, o meu ar foi de pânico total e não consegui evitar um sussurrado “burra” que felizmente ela não visualizou.
Terminado sem sucesso o interrogatório que durou cerca de 20 minutitos, eis que dispara em volume estridente e sem pré-aviso a "revolta" dos irmão menores. Juro-vos, parece que combinaram todos ao mesmo tempo. Uns corriam, outros fugiam, outros choravam…aquilo parecia um motim autêntico. Os pais estavam estáticos e o Padre corado de arreliação. Neste momento dá-se a ultima entrada da tarde: acompanhados por enfermeiros entram em grande estilo alguns doentes do foro psiquiátrico (vulgarmente conhecidos por doidos) oriundos do lar ao qual a igreja pertence. Por segundos pensei que tudo estava acabado, que todo o trabalho de preparação da minha menina tinha sido em vão, que as horas de recreio que ela primorosamente abdicou tinham sido infrutíferas e o dinheiro gasto no “trapinho” apropriado revelava-se agora inútil.
Mas Deus não dorme…e após alguns instantes de caos eis que o milagre acontece e os ânimos inesperadamente sossegam. O coro agudo e penetrante distraiu a atenção geral, a solenidade prosseguiu sem maiores sobressaltos e eu tirei finalmente a ambicionada fotografia da minha Inês com ar compenetrado a tomar a sua primeira hóstia.
Estava terminada a primeira Eucaristia da minha filha e restava-nos agora correr para o colégio onde já tudo estava montado e preparado para a subida ao palco de alguns actores de palmo e meio que iam representar “ A Bela e o Monstro”.
A cortina sobe à hora marcada (pareceu-me um bom prenuncio) e precedida das famosas pancadinhas de Moliére surge a primeira actriz da tarde. Debitadas as primeiras palavras do texto faz-se silêncio…passam alguns segundos e o emudecimento prossegue…mais alguns segundos e…nada. A criancinha tinha tido uma branca e não conseguia articular uma palavra. O público ajeita-se nervosamente nas cadeiras e pela minha cabeça mais uma vez surge o pavor da frustração com que a minha pequena artista teria de viver por não ter tido oportunidade sequer de entrar em cena! Mas ela já estava abençoada e no segundo milagre da tarde a boca da petiza abre-se de novo fazendo com que na sala se ouvissem longos suspiros de alívio.
Volvidos alguns minutos entra a minha personagem principal vestida também pela segunda vez na tarde a rigor e com o mesmo ar solene que anteriormente tinha feito as minha delicias.
O papel dela era difícil. Além dum sem número de falas, ela representava o (sim, o) vilão da história que dava pelo nome de Gastão!
Amor de mãe é cego e a minha visão imparcial “voou” dali para fora em segundos. Cada pessoa que se mexia na cadeira enquanto ela falava despoletava em mim uma irritação profunda, cada “criaturinha” que se enganava na fala acordava no meu interior um desejo obscuro de puxar indiscriminadamente orelhas e até as respirações alheias atiçavam a minha impaciência levando-me várias vezes a fazer um esforço sobrenatural para não gritar um “calem-se” histérico que provavelmente causaria um espanto genérico.
No meio de tantos sentimentos contraditórios os minutos lá foram passando e após algumas peripécias próprias de miúdos de 11anos o Gastão é morto e num acto heróico da actriz que o protagoniza lança-se palco abaixo (ai, eu ia tendo um ataque) e termina a sua lista de maldades estendido no meio do chão quase aos pés duma mãe estarrecida mas vaidosa. Foi sem duvida o momento apoteótico da peça (e não venha nenhum pseudo critico dizer-me o contrario que ainda me resta alguma fúria perigosa) e estou até agora sem perceber porque raio não caiu o pano naquele exacto momento!
Apesar desta contrariedade lá me controlei e esperei pacientemente o momento em que finalmente e tardiamente a cortina fecha para entusiasticamente me pôr de pé, aplaudir e “uivar” sons de incentivo à minha pequena grande actriz!
Foi sem duvida…um dia do melhor!
 
 

Inventado por alexiaa às 21:49
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Quinta-feira, 25 de Maio de 2006

Fica até que eu adormeça...

Será demais pedir de menos?!
 
PS: Não é um enigma, é a letra da canção que traduz na perfeição o que “exijo” em alguns momentos…
 
Este era o curto e grosso “post” que tinha preparado para colocar. A isto “encaixava-se” uma música de gostos ainda mais simples e grossos que por motivos ocultos resolveu boicotar-me e assim obrigar-me a desenvolver uma ideia que não me apetecia muito esmiuçar porque na verdade não há muito por onde o fazer.
Para a maior parte das pessoas isto representa claramente falta de sensibilidade mas há fases em que dizer o que vai na cabeça sem temer julgamentos e moralismos é tudo o que aspiramos! Não sei se isto é algo que surge com a idade, se são detalhes de personalidade que emergem inesperadamente mas alguém que fica apenas a…que se dispõe unicamente a…é em certas alturas uma quase “quimera” impossível de concretizar!
É a noite em que apenas um importa, a madrugada na qual falamos “despidos” de pergaminhos, o momento em que sozinhos desabafamos para alguém que nada necessita em troca!
Isto é querer muito pouco…é ansiar por instantes de paz, ter ao lado “ouvidos” desinteressados de palavras politicamente correctas…é provavelmente uma forma abnegada de amor, é ter optado por renunciar a algo e agora não nos contentarmos com o muito…pouco!
Duma forma mais enlevante surge esta que toca...
 
 
 
 
(Fica a parva da letra para substituir a tola da musica que teimou em não se deixar..”ouvir”)
 
http://vagalume.uol.com.br/paulo-gonzo/fico-ate-adormeceres.html


Inventado por alexiaa às 19:19
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Sexta-feira, 19 de Maio de 2006

Amor é...

Amor é:
 
Gostar incondicionalmente!
 
De repente lembrei-me duma colecção de cromos da minha geração que tinha como titulo “ Amor é…”. Na altura nada daquilo parecia fazer muito sentido e o certo é que para além do título não retive mais nada das máximas ali descritas!
Hoje é daquelas noites em que ponho de lado a displicência habitual com que lido com assuntos emocionais e liberta de algumas insensibilidades que me são características penso no significado do amor!
Ora o “sacana” do amor é:
Olharmos ao espelho e pensarmos que estamos com bom ar!
Estarmos sozinhos a ouvir uma musica e não ter pudores que seja “apanhada” na rádio Arremesso!
Perdermo-nos de amores por umas sandálias caras e comprá-las só porque já está uma “caramela” de olho no único par disponível!
Ir ao hiper mercado fazer compras e deslizarmos em cima do carrinho como crianças de 5 anos!
Ler o ultimo livro da Margarida Rebelo Pinto e chorar copiosamente encarnando com rigor a personagem principal!
Sair para jantar com amigas e levianamente ser a única que está sem problemas emocionais!
Passarmos uma tarde no cabeleireiro a fazer rigorosamente nada a não ser dar à língua sem pressa ou horas marcadas!
Pedir o livro de reclamações só porque se embirra com o ar petulante da empregada que por coincidência é mais nova e mais magra!
Continuo????? Temo expor em excesso as minhas maiores qualidades mas a verdade é que amor é:
 
Gostar para sempre daquilo que despertou a atenção no inicio…
 

Inventado por alexiaa às 02:36
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Terça-feira, 16 de Maio de 2006

Corrente de Solidariedade

Chegou-me ás mãos um convite para participar em mais uma “corrente”.
Confesso que não sou fã destas coisas mas apesar do pânico inicial e por vários motivos esta é “daquelas “ irrecusáveis!
A ideia é divulgar neste modesto espaço uma instituição de solidariedade social, e aqui começou o meu problema! De início achei que não fazia sentido falar daquilo que não sei e não estava muito virada para pesquisar à pressa sobre o assunto e diplomaticamente debitar informação sobre uma qualquer instituição só para fazer o meu papel de boa samaritana.
Em seguida surgiu-me a ideia de escrever algo que até me era familiar e aproveitar a corrente para chamar a atenção para alguns pontos menos agradáveis das ditas instituições mesmo correndo o risco de ser criticada e cair mais em desgraça aos olhos de algumas almas mais caridosas. Acontece que nesta altura troquei algumas palavras com um amigo que no meio da minha argumentação pessimista diz algo que me deixou a pensar o fim-de-semana inteiro e que passo a citar: “Eu sempre estive de alguma forma ligado a instituições de solidariedade, umas conheço por dentro e outras conheço mais superficialmente. Já vi coisas que me enterneceram tremendamente e já vi coisas que me revoltaram mas continuo porém a preferir olhar de forma optimista!”
Assim sendo e porque acho que ele está coberto de razão, meti mãos à obra e fui pesquisar sobre um tema que me é particularmente sensível o que me encaminhou para a minha escolha:
      (Clique na imagem porque isto deu-me um trabalhão a elaborar)
“A Associação de Mulheres contra a Violência (AMCV) é uma organização não governamental cuja finalidade última é agir contra a violência exercida sobre as mulheres e crianças nomeadamente nas formas de violência doméstica, violação e abuso sexual.
A AMCV nasce em 1992 com o objectivo de dar apoio às mulheres e crianças sujeitas a situações de violência, face à constatação da inexistência de respostas por parte dos organismos oficiais, instituições de solidariedade social e entidades particulares.
É uma associação independente, sem fins lucrativos, cuja actividade é assegurada exclusivamente através do pagamento de quotas por parte dos sócios e donativos.
A AMCV tem por missão contribuir para quebrar e prevenir o ciclo de violência exercida sobre mulheres e crianças.”
 
Contacto:

Alameda D. Afonso Henriques, 78-1º Esq.
1000-125 Lisboa

Tarefa cumprida passo a corrente e dentro do contexto da associação escolhida,  a um grupo de mulheres. São elas a Moonlight, oteudoceolhar, secret stories e evidentemente a…Sonhadora inata!




Inventado por alexiaa às 02:29
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Quinta-feira, 11 de Maio de 2006

Ainda a propósito de...

A minha mãe é loira, têm olhos castanhos e é bonita.

Quando acorda resmunga um bocadinho.

Eu acho que a minha mãe não trabalha, ela ás vezes fica em casa a dormir.

Eu gosto muito dela e sinto muito amor e carinho pela minha mãe.

Quando nos vem buscar à escola já está mais simpática.

 

                         João Francisco - 7anos

 

                              Mãe

Quando te zangas ficas um furacão

Nada melhor que um abração

 

Adoro-te do fundo do coração

porque és como um vulcão a entrar em erupção

 

És a melhor mãe do planeta

E andas como um cometa

 

Nunca duvidei que eras bonita

Mas fazes cada fita...

 

Quando te vejo fico dorida

De tanta beleza garantida

 

És como um cacho de uvas que cai no Outono

Ultrapassas a camada do ozono!

      

             Inês - 11 anos

 

Espero sempre sentir-me!: Babada

Inventado por alexiaa às 21:06
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Terça-feira, 9 de Maio de 2006

Quando não me abraças...

Hoje tive um ataque de pânico quando os teus dedos escorregaram de repente da minha mão!
Saímos para o nosso passeio habitual e a falta de aragem impeliu a tua mão para a minha em vez do tradicional abraçar que sempre nos acompanha!
Caminhávamos em silêncio presos no “som” dos pensamentos sintonizados e de vez em quando sentia-te olhar para mim na procura da confirmação desnecessária! Sim, claro que não tinha duvidas de que me querias, do quanto te queria…
De repente gelei…comecei por não receber o calor dos teus olhos! Agitei-me ligeiramente e sem me aperceber como perdi o teu espírito, senti-me desapegada da tua alma!
Dum momento para o outro o céu começou a andar à roda, o coração pulsava impacientemente, as pernas tremiam-me descontroladamente e o vento despoletou inesperadamente precipitando-me tonturas estonteantes.
Sensitivamente percebi que me faltava a tua mão, algo tinha extraído os teus dedos dos meus, alguma coisa tinha arrancado a tua presença dali e eu pensei que morria.
O chão prendia-me ali impedindo-me de te procurar, o suor acumulava-se no meu corpo e a minha garganta secou de tal forma que não conseguia gritar o teu nome!
O medo avançou sem remorsos e tomou conta de mim, tinha-te perdido para sempre…
 
Acordei a chamar por ti…beijaste-me com amor e sem perguntas, conhecias de cor os meus receios!
 

Inventado por alexiaa às 02:23
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Quarta-feira, 3 de Maio de 2006

A princesa Guinevere, o Malagant e Sir Lancelot

 

A que escreve não dorme porque está perturbada…pensa em ti e no quanto lhe fazes falta, pensa em ti e sofre com as memórias que lhe tiram a dor, pensa em ti e nas tardes passadas na rede, no cantar dum homem apaixonado que dedica sons de amor a uma mulher, nos fins de dia meticulosamente combinados e sempre entrelaçados na relutância do até amanha.
A que escreve chora desalmadamente porque não têm o teu abraço de conforto, a tua palavra de magia, o teu toque de aroma familiar!
A que escreve é uma princesa que vive num castelo de sonhos e de belas recordações.
 
Para a que lê as noites já se confundem com os dias, as ideias começam claras mas não têm em quem pensar, as lembranças não existem para atenuar as mágoas, as horas que passam teimam em não baloiçar, o ruído provoca-lhe tremores de frio, os minutos estão parados porque não sente que haja amanha.
A que lê chora desalmadamente porque sente o aperto violento dos teus braços, as tuas palavras que a insultam, o odor da tua loucura!
A que lê é um sapo que não acredita em contos de fadas.
 
Uma poderei ser eu…apaixonada mas sozinha, sozinha mas um dia adorada e desejada!
A outra poderei ser eu…sozinha e magoada!
Um é a paixão que ficou pendente num último beijo de despedida.
Outro é o vilão desta lenda!
Ele…não é certamente a mesma pessoa!
 

Inventado por alexiaa às 21:58
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Segunda-feira, 1 de Maio de 2006

Premonição

Aceitar ou Negar ?

Autor da foto: Luiz Felipe N. Fonseca

   
 Uma apaixonada confessa pela escrita que ainda espera por ele.
Das suas palavras saem presságios para a outra que lê!
 
 Pressentiu estranhamente que ás vezes “elas” moem o sangue que corre nas veias de forma a este libertar-se e expor-se em …mancha.
 Sentiu antecipadamente o jazer que seria inevitável se o destino não interviesse.
 
Mais seria um “rio” eterno de letras…
 

Inventado por alexiaa às 01:17
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