Sábado, 31 de Dezembro de 2005

Sigh

Alguém que muito considero traduziu-me uns ais que larguei em abundância. Sigh, acto de suspirar!!!
Suspiramos porque a mente implora por descanso, o peito exige ar, os ombros querem ser descaídos, os olhos fechados, a face um sorriso, nas costas um arrepio.
Suspiramos de amor, de cansaço, de paixão.
Suspiramos de emoção, de saudade, na solidão!!!
Suspiramos assim que nascemos…encerramos a vida com um suspiro final!!!
Suspiramos de alivio…de sofrimento!
Gemi ontem de forma branda, suave e consolada, tenuemente confortada.
Murmuro ais hoje ligeiramente melancólicos, tristes e sombrios, tenuemente agitada.
Amanha serão sussurros angustiados, atormentados e aflitos, tenuemente desesperada.
Sigh...Acto de suspirar, incapacidade de suster o desejo de te ter!!!


Inventado por alexiaa às 20:52
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Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2005

Trémula

Nunca me senti tão trémula em toda a minha vida…
As pernas fraquejam, o chão foge, o coração dispara…ai o coração, o teu inquieto e fraco…o meu a não querer ficar atrás e duma outra forma débil e em tumulto.
As vezes pergunto-me como é possível, como me fizeste querer mudar tudo aquilo em que sempre acreditei, como me levaste a fechar os olhos e esquecer as duvidas, como me deste de mão beijada um sonho que me alimentará o resto da vida.
Nunca digas que nada tens para me dar, permitiste que chegasse a ti, que te sentisse, que te desejasse…permitiste que juntos viajássemos com muita imaginação, que juntos balançássemos na rede e ouvíssemos a mesma musica…enamorados, apaixonados, inebriados…
Hoje já não sei viver sem os nossos devaneios, sem as nossas conversas, sem as tuas certezas, sem “nós”…Acordo contigo e com os desconcertantes beijos, respiro o dia inteiro o teu cheiro até chegares de novo, adormecemos juntos sempre da mesma forma e sempre de forma diferente.
E não páro de tremer…porque dois corações fracos fazem um poderoso, porque me ofereceste algo que nunca ninguém me poderá tirar, porque me aceitaste como sou, porque com e sem palavras me puxaste para aí, porque continuas…meu!!!

Tua…


Inventado por alexiaa às 18:57
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Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2005

Sugestão

www.refugiodoescorpiao.blogs.sapo.pt

Só para ouvirem a banda sonora:))

Inventado por alexiaa às 16:18
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Sintética

Começo este texto elucidando algumas mentes que me parecem de alguma forma um pouco baralhadas.
Não sou feminista. Jamais teria paciência para tarefas que considero à partida próprias do sexo masculino e nas quais as minhas unhas impecavelmente arranjadas correriam o sério risco de partirem. No prolongamento da expressão utilizada está ainda a palavra inferiorizada…bem, aqui a coisa já não é tão restringente e optando por não aprofundar o tema fico-me por uma simples substituição trocando o inferiorizada por “há dias que me apetece ser subalterna e outros que…nem por isso”.
Porque hoje acordei poderosa na capacidade de sintetizar, e para que não “gramem” com a minha instável vontade de ser chateada, digo somente que esta calamidade deleitosa:) que é a minha escrita não pretende desaparecer brevemente, podendo assim os menos afortunados que eu no Q.I contar sempre com a minha ajuda na elevação da tão procurada auto estima.
Concluo (de concluir e não de conluio) a primeira parte deste “post” com um agradecimento especial a todos aqueles que reconsideram decisões, acho que leviandade na dose certa é salutar e intransigência nas resoluções é cansativo e…estraga a pele.

Segunda parte do “post” ( acho a expressão ternurenta, vá-se lá saber porquê) :

Serei eu uma mulher com fé? Sei que esta entrada parece um pouco bruta mas ao ler alguns comentários ao texto anterior e talvez atacada pelo tal poder da síntese, achei que no fundo é tudo uma questão de fé. Se por um lado a ideia me causa impaciência por de alguma maneira achar que ter fé é uma forma de resignação para a qual jamais hei-de estar preparada, por outro lado é nessa mesma ideia que por vezes encontro a tal serenidade que me leva a sorrir calmamente e pensar que resignação não é falta de vontade de mudar as coisas, mas sim aceitar que realmente nem tudo está nas nossa mãos.
Se tenho dias de indignação em que pensar em desistir entedia-me brutalmente e me faz achar que dessa forma tudo parece insonso, invade-me também noutros momentos uma vontade incrível de disciplinar as energias e direcciona-las para algo onde me sinta verdadeiramente equilibrada.
Quando desperto inconformada, agitada e até revoltada significa isso que não tenho fé? Ou será que falta de fé é os dias em que conscientemente aceito uma realidade consentindo paz ao meu coração?!!
Não sei ainda e provavelmente nunca saberei o tal” até onde devo ir, onde devo parar”, mas sei que no dia de hoje estou serena(mente) esperançosa…
Apesar de estar consciente que neste caso o domínio da síntese não me parece particularmente adequado, o certo é que também me parece coerente a ideia de que desenvolver certos temas em demasia só servem para me baralhar. Deixo assim e porque até gosto que me chateiem, o desenvolvimento desta fraca ideia para mentes mais inquietas que a minha, esperando que brote mais um intercambio sereno e ponderado de palavras que possivelmente despoletará mais uma enxurrada de palavras minhas altamente catastróficas.


Inventado por alexiaa às 14:28
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Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2005

Insurgimento

Vou acabar por te perder…porque já te tive!!!

As palavras que não surgem tornam-me mais egoísta do que sou habitualmente, a duvida do que sentes agora assustam-me e levam-me a querer esgueirar-me, a impotência de não estar presente revelam-se numa atitude agressiva e a noção que estas coisas nunca passariam pela tua cabeça numa ocasião destas só mostram o quanto és melhor que eu, indubitavelmente muito melhor que eu…
Sei que há momentos em que sentimos faltarem as palavras para explicar o que nos vai na alma e nem por um minuto duvido que este seja um desses momentos, o problema é que a minha eterna insatisfação têm momentos de descontrole total e levam-me a uma agitação desvairada que me tolda o raciocínio.
Por muito que queira perceber, amparar, estar ao lado incondicionalmente, chegou uma altura em que só me apetece desistir, mandar a toalha para o chão e dizer que não sei fazer isto, que me estou a consumir, que me sinto posta de lado, que não sou perfeita, que não sei viver numa desconfortável sensação de imposição.
Por muito que não ache correcto e justo esta vontade incontrolável de cobrar mais, em certas alturas o animo desaba e o esforço revela-se tarefa inglória, a frustração aumenta e subitamente indigno-me com a falta de atenção, com o nítido alheamento, com a alma impenetrável que se me depara.
Por algum motivo que teimo em ignorar existe algo que me empurra para fora e que em alguns momentos de clarividência me indicam que está na altura de começar a desbotar o sonho, até conseguir fechar os olhos e ser tudo tão ténue que só me faça sorrir ligeiramente, tão frágil que não permite este aperto no peito, tão inconsistente que não me disseque o coração…

Já te tive…acabei por te perder!!!


Inventado por alexiaa às 19:31
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Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2005

Espírito Natalicio

O espírito natalício é tramado, supostamente deveria refrear-nos os modos e comportamentos e acredito que nalgumas pessoas isso aconteça.
Como este blog é essencialmente levar (-me) a conhecer o meu “funcionamento”, não será certamente o mencionado espírito que irá agora impedir-me de tecer algumas considerações que não serão relevantes para ninguém mas que de repente se tornaram impossíveis de “calar”.
Mais fácil que num dia de amargura disparar em todas as direcções é evidenciar uma estrutura que de todo possuímos e escudarmo-nos numa espécie de fuga para nem sequer darmos oportunidade ao outro de se desculpar temendo desta forma…sei lá o quê…
Realmente muitas vezes e sem ter em conta sentimentos alheios “disparo” levianamente, realmente o espírito natalício não me atinge como seria desejável e conveniente, realmente de vez em quando sou invadida por um desejo incompreensível de que a vida é injusta. No entanto nada é tão linear que mereça como resposta uma atitude de pura presunção e arrogância.
De qualquer maneira há uma coisa que não se pode negar, aquela história do dar a outra face têm a sua piada. Analisando-a duma maneira muito própria, é fácil de concluir que apregoar estrutura e tolerância não implica possui-la e muito menos demonstrá-la esperando pelo menos a justificação da outra pessoa.
Da minha parte e tal como fiz no inicio deste blog a transparência vai ser sempre algo pelo qual vou tentar pautar os meus textos, não sou de grandes estruturas e tolerâncias para subterfúgios e comentários despropositados, não pretendo passar-me por alguém duma nobreza excepcional, não aguento hipocrisias.
Para não causar pânico total avanço já também com a informação que de vez em quando e não só no Natal sou atacada por uma consciência, que facilmente percebo que fui longe demais, que sem pudores ou embaraços peço desculpas e na maior parte das vezes desconcerto (adjectivo com o qual fui hoje brindada) quem me rodeia com a revelação de que: “afinal é boa rapariga”.
Impossível terminar sem desejar votos de um Feliz Natal e existindo sempre a possibilidade de não ter pachorra para escrever mais nada até lá, deixo desde já os votos dum Feliz Ano Novo, não esquecendo nunca que a receita para tal é rodearmo-nos sempre das pessoas que mais gostamos e que sentimos gostarem de nós, o restante... vem por acréscimo:)


Inventado por alexiaa às 20:24
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Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2005

Incerteza(s)

Vou conseguir…a maior parte do tempo as coisas correm calmamente, como uma onda de paz que me assola e impede as dúvidas e as incertezas.
Não consigo…o restante é tristeza, saudade, frio, desalento e uma espécie de insubmissão pela ausência.
Não consigo…estás tão perto que nunca poderás partir, encaixado na minha alma sem dó nem piedade, entranhado na minha mente.
Vou conseguir…fecho os olhos e é assim que aconteceu, ambos esquecemos o que podia ter sido, ambos finalmente descansamos.
Acordo ansiosa, deambulo pelo dia conformada, adormeço zangada, sonho cansada…!!!
Desperto intensa, vagueio sucessivamente resignada, cedo ao sono revoltada, sonho contigo… extenuada…
Mantenho-me assim, entre a esperança de conseguir perceber…e a angustia cortante de não querer esquecer…
Insurjo-me assim, entre a massacrante duvida…e a presente certeza!!!
E agora?

Poderia agora explicar que considero a incerteza uma merda, que apetece-me neste segundo abrir a goela e reivindicar uma explicação, uma certeza, uma prova, um reiterar de tudo o que considerei irrefutável num momento de deliciosa cegueira.
Para variar e como muito acontece na minha vida não estou para ai virada, opto pelo aparente cansaço e isto fica a meio…afinal, é no meio que está a virtude…a nossa virtude, o limbo onde me sinto confortável porque me divido entre ontem e amanha!!!
E estranhamente não consigo terminar este texto, porque sinto constantemente necessidade de invadir alguém com o que transborda…espalhar por ai o quanto estou confusa e desconcertada, mendigar um porquê plausível…acatar que há coisas que são assim, porque são!!!


Inventado por alexiaa às 18:24
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Quarta-feira, 14 de Dezembro de 2005

Maldita impaciência

Devaneei com o teu colo a acolher a minha cabeça, quedei-me incompreensivelmente com os afagos dados.
Baralhei-me ao querer esquecer-te num segundo e ansiar perder-me em ti no outro.
Surpreendi-me com a junção de ternura e sensualidade que possuis feita à minha medida.
Apaziguei as inquietações todas ao ser encantada por ti.
Abandonei-me no teu peito e aceitei o inevitável.
Vi-te afastares-te sem nunca teres cá estado.
Dei-te os meus lábios incondicionalmente.
Esperei por ti independentemente de tudo.
Sussurrei-te o quanto inexplicavelmente és o meu amor.

Agora percam-se lá em divagações e elucidem-me como se pode ser paciente em certas alturas da vida, como podemos racionalizar e não assustar o outro com uma entrega que se não evidenciamos consome-nos mais que a perda?!!
Esta ideia de controlar sentimentos para não afugentar a caça é algo que me chateia de sobremaneira…serão os homens tão idiotas ao ponto de desperdiçarem um momento de intensidade com receio de serem “apanhados”??? Seremos nós tão covardes que nos deixemos tentar pela ideia de fazer género na esperança que ao contermos as emoções o outro adivinhe o quanto significa para nós??
Taxativamente digo que já não estou para isso…redondamente não tenho paciência para serpentear em torno daquilo que me agita a alma.
Maldita impaciência…que me leva cegamente a querer a meio do sussurro levantar o tom de voz e dizer que inexplicavelmente…és o meu amor!!


Inventado por alexiaa às 20:40
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Terça-feira, 13 de Dezembro de 2005

Tarde de paz:)

Este texto é para aqueles que dizem que ainda vou encontrar um estilo próprio neste blog e consecutivamente limitar-me a um só registo.
Vim duma festa de Natal…daquelas onde dezenas de criancinhas desfilam numa total falta de jeito, entoando cântigos enjoativos e representando textos fracos que de todo fazem um espectáculo interessante.
A desculpa para tais displicências é as ditas criancinhas. Não sei porque mas é suposto acharmos que independentemente delas guincharem e representarem atabalhoadamente temos obrigatoriamente de lhes achar imensa graça.
Pois é, dei por mim a não lhes achar graça alguma e a desejar que se calassem o mais rápido possível. Sei que provavelmente isto não vai parecer muito bem mas todos os anos as musicas são as mesmas, os teatrinhos iguais e cada vez mais os paizinhos deliciam-se com o protagonismo que o filho está a ter, recusando a si próprio o direito de estar farto daquilo até à ponta dos cabelos.
No meio deste meu raciocínio intolerante eis que levanto a cabeça e entra um “anjinho” em palco…mas que cantiga original, que teatrinho bem encenado, que notória vocação. Foi um momento curto, em breves instantes sai daquele estado embrutecido e no número a seguir já os estridentes gritos dos miúdos voltavam a complicar-me com o sistema nervoso.
Conclui que possivelmente é por momentos curtos e únicos que as vezes na vida somos permissivos com certas situações,afinal…o que interessa o resto quando olhamos para uma estrela…de Natal! :)


Inventado por alexiaa às 16:34
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Sábado, 10 de Dezembro de 2005

Estado de espirito

Pensamentos bizarros, palavras bem escritas, colisão de sentimentos…mas o certo é que estou para aqui numa aflição desenfreada que já me cansa, desaustina, e principalmente me deixa muito zangada. Será que anda tudo cego ou sou eu que alucinei de vez e esqueci tudo aquilo em que acreditei durante anos???
Leio à minha volta e surpreendo-me com cogitações espampanantes, com doutrinas elaboradas e com sensibilidade esperançosa…mas desviando os olhos da leitura nada do que me rodeia é assim. Mais uma vez serão os outros personagens que se escondem atrás das letras ou serei eu que por ter desacreditado no que nunca duvidei, descompensei agora de tal forma que saboreio, vejo, oiço, cheiro e sinto de forma diferente???
Para ser honesta hoje o meu estado de espírito diz-me que falar é fácil, comentar mais ainda e perde-se imenso tempo a papaguear comentários que estão longe de nexo para alguém que não quer saber de paleio porque quer a situação resolvida, alterada, melhorada e adjectivos afins que se contextualizem com os anteriores.
Agora o reverso da coisa…o sacana do estado de espírito…Aquele que amanha se reinventa e em tom baixinho me diz que é bom saber ler nas entrelinhas, esperar pelo ansiado choque de sensações, e ter apurado o gosto (do beijo), a visão (do futuro), a audição (das promessas), o cheiro (do corpo) e o tacto (do dia em que te vou ter).
Pensando bem não me parece que espere por amanha…intensamente não me parece que não espere…!!!



Inventado por alexiaa às 00:59
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